hostconect.net
Jornal do Brás Advertisement
Início
23-Out-2018
 
 
Menu Principal
Início
Edições
Notícias
Expediente
Links
Contato
Procurar
A História do Jornal
Jornalista Edu Martellotta
Cadastro de Empresas
Onde estamos
Campanha de Assinaturas
Jornal "O Braz"
Revista O Brazinha
Aniversário do Brás
EDIÇÃO 351 - 2ª quinzena de outubro/2018
Image   

Curta-nos, siga-nos
Image


Jornal do Brás

 

Image

 

Jornal do Brás

 

 

Image

 

Tarde de Chá

Login





Esqueceu a senha?
Sem conta? Criar Conta!
Estatísticas
Visitas: 4908146
Difusão de Notícias
Ciência ou Humanidades?
Classificação: / 0
18-Out-2018
Image



            *José Renato Nalini

 

            Uma polêmica destinada a não chegar ao fim. De um lado, os humanistas, de outro os que pretendem prioridade à formação científica, sobretudo com vistas às competências necessárias para enfrentar uma sociedade sempre mais tecnológica.

            No Brasil, a ênfase nas humanidades – que não dependem de comprovação científica, de laboratório e de profundo conhecimento das abstrações das “ciências puras” – há um difuso analfabetismo científico. Fenômeno de que se queixam nações mais civilizadas, como a nossa querida Itália. Pátria que forneceu braços e força de trabalho que salvou a elite paulista na crise de 1929 e que trouxe ânimo novo aos quatrocentões ancorados nas lavouras de café.

            A edição do “Corriere dela Sera” de 30.6.2018 traz uma síntese daquilo que se pensa em relação ao tema. Pelas humanidades, fala Luciano Canfora, 76 anos, filólogo clássico, professor emérito de Filologia Grega e Latina em Bari. Ensinou papirologia, literatura latina, história grega e romana. Pelas ciências, Carlo Rubbia, 84 anos, recebeu o Nobel de Física em 1984, junto com Simon Van Der Meer. Diretor Geral do Cern em Genebra, de 1989 a 94 e senador vitalício desde 2013.

            Para Canfora, humanismo e ciência são conexos de modo estreitíssimo. Não existe separação entre os campos. Desde o Oitocentos, difundiu-se a Enciclopédia e o Iluminismo e não há distinção. Fale-se, por exemplo, de economia. É humanística ou científica? É uma área simultaneamente humanística e científica. Quem pensa que humanismo se restringe a poesia e novela está num desvio. Os programas de ensino contemplam ambos os aspectos. Uma disciplina importante dos Liceus é a história do pensamento filosófico e científico.

            Há um exemplo histórico: na China, no tempo de Alexandre Magno, um imperador fez destruir todos os livros de História, preservando apenas os livros que contemplavam a agricultura. Pensava que os volumes de História fossem perigosos. Faziam com que os leitores viessem a criticar o governo vigente. Ignorava que um cidadão sem formação histórica é débil. As ditaduras exaltam o culto da técnica e uma leitura acrítica da História. Descuidar da formação escolástica e pós-escolástica do terreno histórico-filosófico significa criar cidadãos indefesos e prontos a se tornarem súditos.

            Já o ganhador do Nobel em Física 1984, Carlo Rubia, observa que ciência e cultura humanística são coisas diversas, mas ambas indispensáveis. A cultura é única e necessária para que alguém cresça. A distinção entre ambas surgiu porque a ciência é jovem e se pode dizer iniciada com Enrico Fermi nos anos vinte e trinta do século passado. “Para mim, a ciência sempre foi uma paixão, desde pequeno. Mas eu era bom também nas matérias literárias. Tanto que me queriam formar advogado. Ainda hoje a literatura é complementar, um elemento essencial, que não podemos dispensar. Sabemos quanto a cultura humanística italiana é rica e de grande ajuda para fazer pensar”.

            Diz-se que a ciência é subavaliada. Há necessidade de crescer o interesse a respeito. Nada obstante, os pesquisadores italianos são reconhecidos e respeitados por seus próprios méritos nos grandes laboratórios do mundo.

            O jovem deve preferir a ciência para ganhar o Nobel? Para Rubia, o Nobel é um reconhecimento mas não pode ser um objetivo de quem se dedica à pesquisa. A motivação deve ser a atração a fazer qualquer coisa de novo. Há muito ainda a ser descoberto. A cultura científica oferece grande oportunidade para desenvolver uma mentalidade adequada ao mundo e capaz de entender a realidade em que vivemos. Mas não é menos verdade que a cultura humanística abre as portas preciosas do conhecimento e da evolução do intelecto.

            Enfim, na escolha entre humanidades e ciência, cada qual deve seguir a estrada que entender mais adequada aos próprios interesses, à sensibilidade cultural personalíssima. Quem adentra ao pórtico da ciência tem a faculdade de explorar coisas novas e imergir em uma dimensão global. Os pesquisadores colaboram em escala mundial, seja ao trabalhar num laboratório europeu, americano ou chinês. A ciência, hoje mais do que em qualquer outro período, é universal sobre todos os aspectos.

            Não há contraposição, portanto, entre ciência e cultura humanística na formação dos nossos jovens. São dois aspectos do espírito humano. Seja como for, é preciso encorajar os jovens a pensar de maneira original. Ao mesmo tempo, a Nação deve garantir os meios adequados ao desenvolvimento da cultura em todos os campos, seja científico, seja humanístico.

            A receita para saber mais, seja em qualquer campo que se escolha, é a curiosidade. Sem esta, não haverá interesse em perscrutar o conhecimento e aprofundá-lo até que alguém se possa considerar especialista, seja em humanidades, seja em terreno estritamente científico.

 

*José Renato Nalini é Reitor da Uniregistral, docente universitário, palestrante e conferencista.      

 
Qual o papel do professor?
Classificação: / 0
18-Out-2018

15 de outubro – Dia do Professor

Ao tempo de tributar o Louvor aos Mestres que nos ensinam o bê-a-bá, trazemos aqui artigo do professor de História e Filosofia Daniel Medeiros, assim como importante matéria do ex-secretário de Educação do Estado, desembargador José Renato Nalini.

 

Qual o papel do professor?

Image

Daniel Medeiros*

Recordo-me da primeira mão levantada na minha aula. Isso foi há trinta anos. Eu falava sobre o Egito e não sabia mais que um punhado de informações decoradas. Um aluno no fundo da sala levantou a mão no momento em que eu descrevia as fases da evolução política do Egito Antigo: Antigo Império, Médio Império, Novo Império, Renascimento Saíta....pois não? Meu coração se acelerou. E se ele me perguntasse sobre algum faraó desse período saíta que eu sequer sabia por que se chamava assim? (Hoje sei que se relaciona à capital estabelecida em Saís, neste período, como antes havia sido em Tebas, por exemplo). Olhei fixamente para ele e repeti: pois não? E ele disparou: Professor, o que o senhor sabe sobre os satélites?

Foi um susto e, ao mesmo tempo, um alívio. Saís, satélite, algum mecanismo de associação disparou na mente do meu aluno distraído e, tomado pela súbita dúvida, perguntou-me. Não me recordo o que respondi, mas, por muitos anos, esquecido de mim e da minha fragilidade, usei esta história como um exemplo da falta de preparo dos estudantes. Não percebia que meus esquemas de “Antigo Império, Médio Império, etc.” não faziam o menor sentido para aqueles jovens e adultos de Supletivo que, cansados de seus trabalhos, iam para a aula em busca de um diploma exigido para seus sonhos da ascensão social.

Mas, de repente, em meio ao meu diálogo para surdos, com meus esquemas mal decorados, uma palavra ecoou diferente aos ouvidos deste jovem aluno e despertou uma velha (ou nova) curiosidade sobre satélites, este objeto mágico – na verdade um artefato humano altamente sofisticado, fruto de gerações de esforços e pensamentos – que transmite ondas de TV de um lado a outro do mundo quase instantaneamente, permitindo-nos assistir a coisas da China ou da Alemanha, ao vivo!

Onde ele teria ouvido falar de satélites? Na televisão? Em alguma conversa de trabalho? Teria, ao ouvir falar, feito que cara? De entendido? Ou já teria assumido antes esta dúvida, expondo-se corajosamente? E o que eu – que até hoje não sei como os satélites funcionam, nem sei se é correto chamar “ondas” de televisão e muito menos e como se dá a “mágica da transmissão ao vivo – devo ter respondido? Provavelmente devo ter alertado ao jovem aluno que a pergunta dele não guardava nenhuma relação com o conteúdo da aula e que, portanto, não era pertinente, desmerecendo qualquer resposta. É, devo ter cometido um crime destes.

Hoje reflito sobre essas memórias já desgastadas e percebo como essa minha profissão precisa ser repensada. O que faz de um professor um professor? Por que e em que medida ele pode ser útil? Um professor de jovens como eu sou ainda hoje, o que sabe da juventude que o ouve? Que escolhas deve fazer para exercer sua profissão frente a estes jovens do século XXI?

Sempre fui um decidido fã da cultura ocidental e dos arquétipos  que o Ocidente desenvolveu ao longo dos séculos, forjando conceitos de primeira ordem, de caráter estruturante dos nossos discursos mais solenes: “democracia”; “família”; “trabalho”; “futuro”. Sempre acreditei que esses conceitos precisavam ser perpetuados e os “problemas” atuais estão relacionados à nossa incapacidade de fazer valer uma escola que não ensina esses conceitos básicos de nosso projeto civilizacional.

Não sei como acreditei tanto tempo nisso. Sei que, felizmente, fui ficando velho e mais perspicaz. A escola é uma lugar de vivência e não de ensino desses conceitos. Encerrar dezenas de jovens em carteiras enfileiradas, exigir silêncio e ameaçar punições e lembrar provas com poderes de aprovar ou não e depois escrever “democracia” no quadro é quase uma piada de mau gosto. Mas é assim que fazemos, muitos, durante décadas.

A escola é espaço público de construção de valores estruturantes para o mundo dos jovens e não mais para o nosso mundo que, felizmente, morrerá conosco. Não temos uma função, no sentido de cumprir um requisito para um fim. Temos um papel, de acompanhar, estimular, encorajar a construção desses estatutos para esse mundo do qual nos despediremos com lágrimas de felicidade ou de decepção.

Tudo o que chamamos de “alienação”, “despreparo”, “falta de interesse” dos jovens é mais um estímulo que uma crítica. Para construírem esse mundo novo, devem se alienar do nosso. Se se apegarem só ao que está aí, não construirão um mundo novo, mas um remendo do velho. É fato que devem beber da fonte que forja tudo, o passado, mas eles serão os ferreiros, não nós.

O despreparo é a condição da juventude. Lembram da nossa? Ou somos uma geração que já sabia tudo na juventude? E éramos igualmente educados, comportados, aplicados, formais e silenciosos como queremos que eles sejam? É fato que podemos falar em escalas, mas não falamos disso. Dizemos: “A que ponto chegou! Assim não dá. Essa geração não tem limites!” Mas qual é o ponto tolerável? Qual limite é aceitável? E mesmo esse ponto tolerável, esse limite aceitável, admitimos como um sinal de compreensão e abertura para o diálogo?

A falta de interesse, que é o desejo de estar junto, é reflexo dessa nossa mania de exercer função voltada aos fins e acreditarmos que os fins que os jovens devam almejar é o que nós determinamos e não o que eles vão escolher. O mundo será deles e não nosso. E não há muito do que se orgulhar do que estamos deixando para dizer a eles que devem “cuidar bem” da nossa herança. Se ficarmos apenas nos quesitos “ar”, “árvore” e “água”, devemos, isto sim, muito mais desculpas do que exigências.

Sempre associei minha profissão a um “sacrifício”. Horas e horas em sala, fora as leituras, as provas, as atividades burocráticas. E as reuniões pedagógicas! Nunca conheci um professor que me dissesse: “Uau, que bacana a programação dessa semana pedagógica! Vamos aprender bastante, não?”.

Faço parte de uma classe de profissionais que se sente sacrificada. A recompensa – o que é, ao mesmo tempo, incrível e paradoxal – vem do carinho dos alunos, do sucesso deles, da lembrança da nossa existência na vida deles. Deles, dos mesmos jovens que criticamos e acusamos de “despreparados para o futuro”. Como se houvesse uma fórmula para o futuro. E pior: como se soubéssemos que fórmula é essa!

Lamento, 30 anos depois, da resposta que não lembro ter dado ao jovem do supletivo que queria saber sobre satélites. “Eu não sei responder isso a você, meu jovem”. Mas eu deveria ter estimulado sua busca e ajudado a buscar, indicando alguma referência. Meu papel é ajudar na construção das pontes. Minha função não é a de levantar barreiras. A escola deve ser um lugar de acolhimento. As provações, a vida já garante de sobra. Nosso papel é o de compreender que interesse é construção árdua e paciente e que não se impõe; compreender que autoridade é o que se reconhece em outro e não o que se estabelece a priori;  compreender que preparo é uma palavra que morreremos tentando. E que futuro, ora, o futuro é a promessa que fazemos de estarmos juntos em parte do caminho. Por isso educar é um compromisso, uma promessa que se faz juntos. E o futuro passa a existir quando decidimos juntos essa partilha do tempo e do esforço por construir pontes e traduções de um mundo cujo sentido nós damos.

Esse é o papel da minha profissão. Professor. Com muita satisfação.

*Daniel Medeiros é doutor em Educação pela UFPR. Professor de História e Filosofia. Atualmente, é professor no Curso Positivo.

 

 

 

 

 

 
Selos destacam a amizade Brasil-Índia
Classificação: / 0
18-Out-2018

Image

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

ImageOs Correios lançaram no começo do mês, dois selos que celebram as Relações Diplomáticas Brasil – Índia e comemoram os 150 Anos de Nascimento de Gandhi.

Para marcar os 70 anos de relações bilaterais, a arte do selo Brasil- Índia apresenta elementos icônicos dos dois países, que representam a diversidade e, ao mesmo tempo, a semelhança entre as nações. Na arquitetura, a apresentação do Taj Mahal, monumento mais conhecido da Índia, tem em oposição as linhas simples mas nobres da Catedral de Brasília, uma referência nacional.

Já a emissão sobre o líder espiritual, social e político Mahatma (Grande Alma) Gandhi, registra o início das celebrações do sesquicentenário de seu nascimento, ocorrido em 2 de outubro de 1869, em Porbandar, Índia. O selo focaliza a imagem do perfil do rosto de Gandhi. A foto usada para compor a arte é da década de 1940.

A série Relações Diplomáticas: Brasil-Índia tem a tiragem de 450 mil selos. A peça alusiva aos 150 Anos do nascimento de Mahatma Gandhi tem 320 mil selos disponíveis. O valor de cada emissão é de R$ 1,85. As peças estão disponíveis em todas as agências do país e também na loja virtual.

 

 

 
<< Início < Anterior | 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 | Próximo > Final >>

Resultados 9 - 12 de 5125
Enquete
Que lugar é o símbolo do Brás?
 
Usuários On-line
Temos 1 visitante on-line
Utilidades Públicas
Fones da Região
Subprefeituras
Poupatempo
Busca CEP
Links Úteis
Parceiros

Image











Image


 



Image 

 

 

 

 

Image

 

 

Image

 

 

 

 

 

 

 

Image

 

 

 

 

Image

 

 

 

Image

 
Top! Top!