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QUALIDADE DE VIDA
Classificação: / 0
30-Set-2010
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*Marisa Moura Verdade

 

Dilemas da convivência:

Personalidades espinhosas !

 

Imagine a seguinte situação: um grupo de porcos-espinhos enfrenta um dia de frio intenso. Para não congelar, os animais se aproximam cada vez mais uns dos outros. Quando estão suficientemente perto para sentir o calor dos companheiros, seus espinhos começam a ferir os vizinhos. A dor faz com que se separem, perdendo o calor do aconchego. Isolados, começam a tremer de frio e voltam a se juntar, até sentir os espinhos esfolando a couraça. O bando todo oscila entre as duas situações penosas, cada porco-espinho tentando equilibrar-se entre uma distância necessária e uma intimidade dolorosa.

A parábola oferece imagens dos dilemas da intimidade e do laço social. A relação com as outras pessoas é sempre repleta de riscos e carente de garantias, sobretudo quando implica hostilidade e violência. Nenhum vínculo social, nenhuma lei, nenhum pacto simbólico parece capaz de nos proteger contra a ação destrutiva do Outro.

Profundo sofrimento psíquico acompanha as crises do amor e a devastação provocada pela violência criminosa. A tragédia afetiva, no sentido de ser afetado pelo Outro e pelo mundo, envolve a percepção de ser separado e dotado de sensibilidade individual. A ausência do Outro produz sensação de desamparo e vazio. Em geral, aprendemos a produzir calor próprio, garantindo a distância adequada para uma convivência benéfica. No entanto, nem sempre é fácil viver a aventura da autoafirmação e da liberdade do ser em si-mesmo. Não existe distanciamento pré-fixado para assegurar o bom convívio no trabalho, na família ou na comunidade.

Quem nunca encontrou pessoas que ao expressar pensamentos e sentimentos humilham, constrangem ou ofendem as demais? Sinceramente, alguns indivíduos apresentam atitudes e comportamentos intoleráveis! Com sorte, podemos evitar gente desonesta, maldosa, destrutiva, invasiva, traiçoeira, hipócrita, explosiva, grosseira... Contudo, nem sempre é possível evitar tipos impertinentes e irritantes. Muitas vezes não temos escolha, somos obrigados a conviver com personalidades espinhosas.

Nesses casos, o mais importante é a autopreservação. Nem sempre colegas e parentes no estilo “mala sem alça” reconhecem que são impertinentes e irritantes. Esses precisam de psicoterapia para se conscientizar dos próprios espinhos. Ainda bem que a maioria se torna insuportável só de vez em quando, nos dias de muita tensão... Noites mal dormidas, excesso de responsabilidades, problemas conjugais, dificuldades financeiras, níveis elevados de estresse causam descontrole emocional e irritabilidade. Refletir sobre as próprias atitudes espinhosas evita que o clima emocional piore em casa, na escola ou no trabalho. Quando a proximidade do outro é dolorosa, melhor sinalizar as atitudes que incomodam demais. Quase sempre a pessoa tenta melhorar ao perceber que sua chatice e mau-humor afastam os outros. De modo geral, admitimos as pequenas feridas dos relacionamentos íntimos, pois calor humano é importante demais para nossa sobrevivência.

 

Marisa Moura Verdade é Mestra em Educação Ambiental; Doutora em Psicologia do Desenvolvimento Humano e Especializada em Psico-Oncologia.

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Saudosista lembra do Brás antigo
Classificação: / 2
30-Set-2010
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Ele é aposentado do INSS, hoje com 81 anos. Seu nome – France Jellmayer, figura popular mais conhecido como Burt Lancaster do Brás, em razão de sua antiga ligação com o cinema. Foi até mordomo de Mazzaropi no filme Chofer de Praça.

France fala dos pedaços de saudade que restam dos cines Roxy, Glória, Piratininga e outros mais do Brás, comparando com os remanescentes da região central de São Paulo.

Jellmayer nasceu na Joaquim Carlos em 1929 e se criou na Julia Bresser, atualmente residindo na rua Itapiraçaba. E conhece todas as músicas antigas destacando os grandes carnavais do passado.

 
Morador lembra o Pari antigo em blog
Classificação: / 3
28-Set-2010
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Dia 9 de novembro próximo o Pari completará 430 anos. De uma simples aldeia de caboclos, oriundos da miscigenação entre os índios e brancos, o bairro foi se transformando. Com a estrada de ferro, houve a industrialização, e surgiram os chacareiros portugueses e em seguida, os operários. E, com as indústrias, vieram as lojas.

O pariense Jaime Antonio Ramos, de 61 anos, em visita à redação do Jornal do Brás, contou que criou na internet um blog que conta essas e outras histórias do bairro do Pari - www.historiasdopari.wordpress.com. Quem tiver fotos antigas do lugar, ele postará no Histórias do Pari.

Jaime é nascido e criado no bairro. Ele nasceu na rua Rio Bonito, 1.470. “Resolvi levantar as histórias que as pessoas me contaram em todos os anos de minha vivência no Pari. Adoro o bairro”, explicou ele, que fez comunhão na Igreja Santo Antônio e casou-se na Igreja Santa Rita.

Seu pai teve armazém de secos e molhados. “Ia muita gente lá bater-papo e contar histórias”, recordou ele.

O blog já possui 41 histórias publicadas. Algumas engraçadas, outras tristes.

 

Um touro na praça

A mais engraçada foi a de um touro que fugiu da Estação de Carga do Pari, indo em direção a Praça Padre Bento (antigo Largo de Santo Antônio do Pari). Naquela época, contou Jaime, havia o “footing” (paquera entre moças e rapazes). A molecada atirava pedra no touro. Aí apareceu um espanhol toureiro de paletó. O touro, então, veio com tudo e pulou o portão de uma casa onde hoje é o supermercado Compre Bem. E levou o paletó dele.

Esse touro, completou Jaime, veio das ruas Monsenhor Andrade e Rodrigues dos Santos. “Morava muita gente no Pari. Dois lituanos laçaram as pernas do touro e conseguiram levá-lo de volta para a estação”, contou o pariense Jaime.

 

Fábricas e Depósitos de Doces

Segundo ele, eram inúmeras as fábricas de doces no Pari, grandes e pequenas. Por esta razão, o Pari é conhecido como o "Bairro Doce" de São Paulo. Depois vieram os depósitos de doces. “Aí começaram a surgir os caminhões de doces que iam à periferia”, disse.

Das fábricas de doces que sobraram, Jaime cita apenas a Bela Vista da rua Canindé.

De depósitos, a Marsil, de revendas de doces, é uma das poucas que restam. “As pessoas hoje compram doces mais sofisticados, não compram muito pé-de-moleque ou paçoca. Muitas fábricas menores não primavam pela higiene e foram fechando. Já as grandes foram sendo englobadas por maiores, como a Nestlé”, explicou ele.

 

Personalidades ilustres do bairro

A professora Dina Marchetti Abad, viúva do saudoso Alcides Abad, é uma dessas personalidades ilustres. “Alcides era cabeleireiro muito antigo do bairro”, contou. Dina, de acordo com Jaime, escreve para o jornal A Voz da Poesia, do Movimento Poético Nacional. A família Marchetti é muito antiga no Pari, disse Jaime.

Bruno, irmão de Dina, era radioamador. “Ele prestava serviço de utilidade pública. Naquela época o radioamador era o top de linha de comunicação. O prefixo se chamava Três Amigos Ricos – 3 AR”.

 

Francolino

O Antonio Francolino, antigo jornaleiro do Pari, teve uma sociedade e resolveu levantar na Câmara Municipal uma data de aniversário para o Pari. “Ele fez a festa do IV Centenário do Pari”, lembrou Jaime.

Francolino, quando se candidatou a um cargo político, ao colocar um outdoor na av. Tiradentes, caiu da escada escorregadia e faleceu, há cerca de vinte anos atrás. Ele era ligado ao saudoso deputado federal Herbert Levy, da UDN, Arena e PDS.

 

Várias etnias num só lugar

“Quando eu nasci, a grande colonização aqui era de portugueses e italianos”. Havia a colônia árabe de cristãos na rua São Caetano, completou. “Depois da Guerra Civil no Líbano, veio muito muçulmano para cá. Os gregos também são antigos no bairro. Os judeus e árabes começaram a montar lojas nas ruas Oriente e Silva Teles, onde até então só existiam residências. Tinha até uma sinagoga judaica israelita”, lembrou Jaime.

Ele ainda explicou que atualmente, os coreanos entraram nas confecções. E os bolivianos atuam no comércio de aviamentos.

 

Origem do Pari

Os caboclos viviam da pesca e armavam cercas de cipós, as armadilhas de pegar peixe, chamadas de pari. Daí surgiu o nome do bairro. “Os índios colocavam uma erva que deixava o peixe tonto. A Câmara Municipal na época proibiu. A atividade servia de sustento para os parienses e as mulheres iam vender os peixes no Centro – rua Direita. Quando surgiu o mercadão (ele não se refere ao atual Mercado Municipal da rua Cantareira, e sim a um mais antigo, do século XVIII), elas perderam os ganhos com a venda”. Os parienses eram biscateiros na época, disse Jaime. “Mandava-se um escravo de cavalo chamar um pariense para realizar consertos de casa”.

 

O Pari de hoje

“O Brás e o Pari tem uma divisão geográfica, mas para mim é uma coisa só. Há uma identidade entre os bairros”, asseverou.

Apesar de o bairro perder espaço nos últimos anos para o comércio, há ruas no Pari exclusivamente residenciais, como as ruas Aparecida, Coronel Morais e Guarantã.

Para Jaime, a ex-prefeita Marta Suplicy engessou o bairro, no tocante a residências. “Ela criou residências para as pessoas de baixa renda. O nativo do Pari não se dá com esse pessoal”, disse.

Ao mesmo tempo, o Alto do Pari foi colocado em processo de tombamento. “Só se pode derrubar para construir um estacionamento e não prédio. Os moradores do Pari não gostaram das obras dela como prefeita”, reclamou Jaime.

 

Abandono da Praça Padre Bento

Jaime disse ainda que a Praça Padre Bento está mal tratada, muito judiada, com muitos mendigos, mesmo com a existência de três albergues no Pari. Mas em comparação com outros bairros, o Pari é seguro. “Até desapropriações na Ponte Pequena a polícia evitou”, disse Jaime, acrescentando: “Deveria ter mais amparo judicial para que se colocassem medidas efetivas de segurança”.

Para ele, é necessário ter mais educação do povo quanto à sujeira, com mais campanhas da Prefeitura.

“O Pari não é um bairro conhecido, ao contrário do Canindé, devido ao estádio da Portuguesa. Somando o Pari, o Alto do Pari e o Canindé, a área não chega a 3 km²”, lamentou Jaime. “A Biblioteca do Pari muitas vezes fica às moscas, sem frequentadores”.

 

Destino da garagem da Araguaia

Ele acredita que a garagem terá um destes três destinos: estacionamento de ônibus e sacoleiros, CDHU, ou mais um albergue.

“Continuem amando este bairro e divulgando. Quem tiver suas propriedades, cuidem delas, arrumem sua calçada e façam a sua parte. Acima de tudo, reivindiquem, junto às autoridades, as reclamações”, disse Jaime, finalizando a entrevista. Contatos pelo fone 3311-0993. 

 

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Esta foto é do arquivo de Domingos Curci Sobrinho e mostra uma cena de uma tarde de domingo do ano de 1950, num Pari praticamente residencial

 

 

 

 

 

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Mais uma relíquia do blog: eis um dos melhores times da década de 40 na região, o Coronel Moraes F.C. O campo ficava onde hoje é a Marsil

 

 

 

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Aqui o antigo estádio da Portuguesa de Desportos, o Ilha da Madeira. Ao fundo, se vê as torres da Igreja Santo Antônio do Pari

 

 
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