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No próximo dia 17 de agosto, o bairro da Mooca completará 454 anos, pois foi fundado nesse dia em 1556. Considerado o mais paulistano dos bairros e um dos mais antigos, deve o seu nome aos índios guaianases, que o teriam exclamado com espanto, ao ver homens brancos fazendo suas casas (“moo”, faz, “oca”, casa). Em 1876, Rafael Paes de Barros criou no bairro o “Clube Paulista de Corridas de Cavalo”, o “Jockey Club”, o primeiro hipódromo da América Latina. Durante a Grande Imigração (1870-1890), vieram os primeiros imigrantes italianos, espanhóis e portugueses. |
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*Marisa Moura Verdade Depressão: Doença da lentidão Um dos leitores da coluna sobre a Doença da Pressa me enviou um e-mail bem humorado, dizendo: - “Apreciei muito seu artigo. Parabéns! Há momento em que preciso me curar da doença da lentidão! Abraço amigo.” O trocadilho com a síndrome da pressa lembra dificuldades enfrentadas por pessoas que não se encaixam na aceleração dos tempos modernos. Às vezes, temperamentos muito sossegados causam certo mal-estar na escola ou no trabalho, envolvendo sentimentos de inadequação ou ineficiência. Uma “doença da lentidão” envolve mais que mal-estar e impõe diferenciar serenidade de apatia, placidez de falta de energia. São cuidados obrigatórios no diagnóstico da depressão. A prostração característica dos estados depressivos é oposta à correria inerente aos atuais modos de viver e parece contrabalançar a agitação da Doença da Pressa. Desde a década de 1990 os casos de depressão profunda estão aumentando, a ponto de a enfermidade ser considerada o Mal do Século XXI. Calcula-se que de 20 a 30% da população mundial pode sofrer da enfermidade, sem saber. E esta é a maior dificuldade – o desconhecimento das pessoas sobre a depressão. O quadro atual é bem complicado, pois além de intenso sofrimento psíquico, os deprimidos enfrentam uma série de preconceitos, sobretudo contra a demora na busca de soluções e a impotência própria à enfermidade. Até inicio da década de 1980, trabalhos sobre depressão mencionavam apenas a dor moral, relativa aos estados melancólicos, à tristeza profunda. Aos poucos, a antiga paixão triste incorporou o bloqueio de atividades físicas e psíquicas. Apesar de apresentar variações individuais significativas, a inibição do organismo é generalizada nos deprimidos, e se traduz como desinteresse pela vida. Na depressão, a consciência e a motivação ficam bem comprometidas, perturbando a memorização, o rendimento intelectual e a atividade sexual. Tudo é feito com dificuldade e vagarosidade, exigindo esforço físico e mental além do normal. As alterações da depressão profunda são efeitos das transformações socioambientais das últimas décadas. A cultura atual não é mais regida pela norma disciplinar e afrouxou as amarras da autoridade repressiva, liberando fantasias sobre a realização dos desejos. Vivemos segundo uma lógica do “tudo ou nada” – podemos tudo para ser o que almejamos ser ou nos tornamos um nada. No entanto, a responsabilidade por erros, fracassos e perdas é sempre pessoal e difícil de compartilhar. Agora a depressão ameaça sujeitos aparentemente emancipados das interdições do passado, porém profundamente feridos pela separação entre o possível e o impossível. Nesse sentido, a depressão expõe uma tragédia da insuficiência. A lentidão depressiva demarca nossa enorme vulnerabilidade diante das pressões sociais atuais, para assumir e evitar os riscos inerentes a modos de ser supervalorizados: tornar-se pessoa vitoriosa, permanentemente ativa, em busca da realização de desejos e do prazer individual. *Marisa Moura Verdade é Mestra em Educação Ambiental; Doutora em Psicologia do Desenvolvimento Humano e Especializada em Psico-Oncologia E-Mail:
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A SP Escola de Teatro abriu inscrições para os Cursos de Difusão Cultural, gratuitos. A escola está situada na avenida Rangel Pestana, 2.401, no bairro do Brás. Mais informações pelo fone 2292-7988 ou no site www.spescoladeteatro.org.br. |
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Aliados de Serra fazem críticas a seu discurso no Twitter
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Quercismo e malufismo persistem nos rincões paulistas
Muitos políticos tornam-se fenômenos eleitorais do dia para a noite, mas não resistem à passagem dos anos. Há aqueles, porém, que sobrevivem graças a redutos eleitorais cultivados com persistência, à custa de uma estratégia que inclui cartinhas de aniversário e telefonemas ocasionais. Em rincões do
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