Surgido em 20/10/1989, numa época em que o Brás era bem mais carente com um amontoado de favelas, esquecido à própria sorte sem imprensa de bairro, sem nada, o Jornal do Brás preencheu uma enorme lacuna na região, nascido já com a determinação de distribuição gratuita até os dias de hoje e sempre.O endereço era Rua Piratininga 841, onde logo após a primeira edição o Jornal passou a receber visitas e mais visitas. Seus fundadores Milton George Thame, Cláudio Maiato e Onofre Leite ocupavam-se na época com a projeção do esporte caboclo denominado truco em jornal específico com abrangência nacional, tão a sua imensa fama.
Praça José Brás e Conseg
À par da inexistência de jornal no bairro então há quinze anos, o Jornal do Brás aos poucos foi conquistando votos de confiança da comunidade, entre camaradagens e amizades, e uma de suas conquistas foi a criação da Praça Benemérito José Brás (fundador do bairro), junto ao Metrô Brás, em decreto pela ex-prefeita Luiza Erundina, isso logo nos primórdios de 1990.
Conseg Brás
Atualmente com abrangência no Brás, Belenzinho e Mooca, junto ao 8ºDP, o Conseg Brás foi fundado na redação do Jornal do Brás, por Milton George e pelo delegado Gerson de Carvalho, numa de suas visitas de cortesia ao Jornal. A marcha de suas ações ganharam maior impulso com o passar dos meses, porém arrefecidas com o falecimento de dois jornalistas fundadores: Onofre Leite (editor do Metrô News) e Cláudio Maiato (editor do Diário do Grande ABC), deixando Milton George com a responsabilidade de dois jornais, com sobrecarga de atribuições. Meses antes, contudo, visitavam a redação duas filhas do Coronel Albino Soares Bairão, também jornalista, que em 1/9/1895 lançara no Brás o primeiro Jornal de bairro de São Paulo de nome “O BRAZ” em cuja data atualmente se comemora o Dia do Jornal de Bairro.Mais do que isso, as filhas do baluarte, chamadas Maria de Lourdes Bairão ( hoje 94 anos) e Marinha Bairão (falecida), conseguiram reunir toda a família e, numa das festas-jantar aniversário do Jornal do Brás surgida em 1995 em homenagem também aos empresários empreendedores da região, decidiram outorgar ao Jornal do Brás o título de herdeiro da tradição iniciada pelo pai Albino Bairão, cujo Jornal “O Braz” simboliza na atualidade a data magna da imprensa de bairro.
Festas no Bairro
O Brás é bairro festeiro por excelência. E o Jornal do Brás por sua vez acompanha esse ritmo, complementando essa veracidade. Suas ações sempre foram dinâmicas. Além de incentivar as reuniões da então ACOB – Associação dos Comerciantes do Brás - na redação (atualmente Alobrás), o Jornal do Brás descobriu nos baús da história, a data de 08 de junho de 1818 como fundação do bairro por decreto lei do então imperador Dom João VI, efeméride que o Jornal passou a festejar anualmente.
Rotary Club Brás
Com a colaboração do Rotary Club Alto da Mooca em maio de 2004, quando recebia homenagem com o troféu Marco da Paz conferido pela ACSP Mooca, o Jornal do Brás lançou a ideia de fundação do Rotary Club Brás, realidade que se transformou na sequência, hoje com reuniões-almoço toda segunda-feira no Mega Polo Moda da Rua Barão de Ladário, 670 – 3º andar.
Outros Eventos
Sobre ser atuante por força das próprias circunstâncias, o Jornal do Brás sempre promoveu festas ao longo de todos os anos, a exemplo do Dia das Mães, torneios esportivos e de lazer, Natais, Páscoa e atualmente, em esplêndida projeção, a fascinante Tarde de Chá Jornal do Brás, na última quarta-feira de cada mês, desde maio de 2006, exclusivamente para donas de casa e enfim toda elite feminina. Todas essas festividades têm sido realizadas gratuitamente, no convidativo Clube Silva Teles, por nímia deferência da Diretoria que partilha dest’arte com a caminhada do bairro. Este é o Jornal do Brás, que tem como principal filosofia a dedicação de sua equipe; a produção de matérias em defesa da região; a participação em todos os acontecimentos, sejam sociais, festivos, de debates ou outros; a preocupação de prestar serviços às tradições da região e, enfím, atender sempre todas as questões alusivas às suas atribuições de Imprensa de Bairro, com ou sem meios financeiros, escudados por um famigerado recurso que todos os companheiros jornalistas de bairro denominam, chistosamente “Chapéu na Mão”.