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27-Abr-2020
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*José Renato Nalini

 

            Um dos mitos ainda repetidos no Brasil por quem não se aprofunda no estudo e costuma repetir o que ouviu não se sabe onde, é o de que somos povo pacífico, tranquilo e cordial.

            É óbvio que não somos. Hoje matamos mais de 70 mil jovens em homicídios que não são julgados e, por isso mesmo, não são punidos. Mais 45 mil jovens que morrem no trânsito. Mais os suicídios em taxa crescente. Fora os boletins de ocorrência de “encontro de cadáver”, nem sempre computados como assassinatos.

            A surpresa, para muita gente, é que isso não é novo. Nossa história é cruenta. Derramou mais sangue do que se imagina. O que não existe é um estudo sério sobre as causas da violência.

            Um período que merece revisita é o da Regência, um verdadeiro “buraco negro” na História do Brasil. Foi o período mais dramático da turbulenta caminhada desta Terra de Santa Cruz, desde que os portugueses chegaram, até este estupidificante século XXI.

            Foram apenas 9 anos: da partida de Pedro I, em 1831, à maioridade de Pedro II, em 1840. Para governar o Brasil, instituiu-se a Regência Trina Provisória, que durou dois meses, de abril a junho de 1831. Exerceram-na os senadores Lima e Silva, Vergueiro e Marquês de Caravelas. Em seguida, vem a Regência Trina Permanente, que governou quatro anos, com os regentes José da Costa Carvalho, o Marquês de Monte Alegre, João Bráulio Muniz e Francisco de Lima e Silva.

            O Ato Adicional de 1834 transformou a Regência Trina em Uma e foi eleito regente o Padre Diogo Antonio Feijó. Comandou o Brasil de 12.12.1835 até 19.9.1837, quando renunciou e foi sucedido pelo Marquês de Olinda, Pedro de Araújo Lima.

            Foi um período prenhe de violência. Três revoltas foram insurreições de escravos: a Rebelião das Carrancas, de 1833, em Minas, a Revolta dos Malés, em 1835, e Salvador e a de Manoel Congo, no Rio, em 1838. Mas ainda houve a Cabanada, de Pernambuco, a Cabanagem no Pará, a Sabinada na Bahia e a Balaiada, que ocorreu no Maranhão.

            A pior foi a Revolta Farroupilha, a mais sangrenta e a que mais brasileiros matou: 50 mil, à exceção da Revolta dos Malés, que dizimou 70 mil pessoas. Cabanada eliminou 15 mil, Cabanagem 3 mil, Sabinada 5 mil e Balaiada 15 mil. São 150 mil mortos, o que parece pouco para nove anos, consideradas as cifras atuais. Somos um povo tranquilo e pacífico?

*José Renato Nalini é Reitor da UNIREGISTRAL, docente da Pós-Graduação da UNINOVE e Presidente da ACADEMIA PAULISTA DE LETRAS – 2019-2020.   

 
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