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Pandemia reduz força do comércio PDF
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09-Abr-2020


Medidas de isolamento social e a restrição de funcionamento de atividades consideradas não-essenciais, como venda de eletrodomésticos, levaram a uma queda média de 53,4%

 

Com os efeitos da pandemia de coronavírus, e as medidas de isolamento social se intensificando no país a partir do último dia 15 de março, as vendas do comércio paulistano registraram queda média de 53,4% na segunda quinzena de março ante igual período de 2019. 

Os dados, do Balanço de Vendas da Associação Comercial de São Paulo (ACSP), mostram que, no período, o movimento de vendas a prazo, que incluem bens duráveis como eletrodomésticos, registrou queda de 61,7%. Já as vendas à vista, ou de bens não-duráveis, como vestuários e calçados, desaceleraram 45%. 

Já na comparação mensal, ou seja, com março de 2019, a queda média foi de 27%, sendo que 30,4% referem-se à diminuição nas vendas a prazo, e 23,6% foi o recuo nas vendas à vista. 

Olhando o mês como um todo, se na primeira quinzena a alta média nas vendas ficou em 5,3%, ainda sob efeitos da última semana de fevereiro, na segunda, quando o comércio considerado não-essencial (exceto supermercados e farmácias, por exemplo) precisou fechar as portas por força de decreto estadual, o cenário mudou.  
"Começamos o mês com uma conjuntura, mas encerramos com outra", afirma Alfredo Cotait, presidente da ACSP. "Porém, vale lembrar que esses são dados preliminares do comércio físico, que não incluem o setor supermercadista nem as vendas pela internet, já que muitos que não conseguiram comprar em lojas físicas, acabaram comprando on-line.”

Cotait cita também um levantamento da Boa Vista, realizado entre os dias 22 e 29 de março, para medir como ficava o movimento à medida que o efeito das restrições de funcionamento do comércio se intensificaram: a queda nas vendas nesta semana, ante igual período de 2019, ficou em 61,2%.
"Essa queda no movimento geral, que se aprofundou mais ainda, reflete tanto as medidas adotadas para controlar a epidemia como a  própria cautela do consumidor, que tem preferido comprar o essencial", diz Cotait. "A expectativa agora é que (a pandemia) possa ser mitigada o quanto antes, e que dure o menor tempo possível."

O Balanço de Vendas é elaborado pelo Instituto de Economia da ACSP, com base em amostra fornecida pela Boa Vista Serviços. 

 

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