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07-Out-2019


 

PESSOAS TÓXICAS 

ImageMarisa Moura Verdade*


Convivemos com graus de toxicidade que prejudicam o meio ambiente e o espaço psicossocial. O termo toxicidade vem do latim “toxicum”, que significa veneno, - substância nociva para organismos vivos. Veneno, toxidez e toxicidade são palavras ricas de sentidos simbólicos. Um desses sentidos indica um comportamento humano pernicioso, que prejudica o outro. Vem daí a expressão “pessoas tóxicas”, representando  indivíduos que atuam destrutivamente -  até mesmo com seus  familiares,  companheiros de trabalho e amigos.

A denominação “pessoas tóxicas” não corresponde a um diagnóstico oficial,  é mais um alerta. Indica que determinadas pessoas agem de maneira mal-intencionada, envenenando a vida alheia. No entanto, é preciso cuidado antes de aplicar esse rótulo. Determinados distúrbios psicológicos apresentam elementos semelhantes à conduta tóxica, mas nesses casos não há interesse em prejudicar alguém. As semelhanças podem acontecer nos quadros de depressão, transtorno de ansiedade e demais condições clínicas. Também é importante distinguir pessoas chatas, irritantes ou nervosas daquelas que são de fato tóxicas.

O vírus da toxicidade está  em toda parte – no ambiente de trabalho, na própria residência, na escola, no barzinho. Ações prejudiciais podem servir-se da vitimização, do julgamento alheio ou da falta de caráter. Ambientes psicologicamente envenenados causam mau humor, medo e incertezas crescentes, comprometendo a produtividade, a inovação, a criatividade e, sobretudo, a saúde – física e mental. São muitos os sinais comportamentais de uma pessoa tóxica. Arrogância, inveja, mentiras, negatividade e ganância  são posturas usuais.

Na maioria das vezes, a conduta tóxica é passiva, esconde a raiva e as mágoas com pequenas trapaças verbais. Exemplo: um funcionário explora os bons sentimentos da chefia para faltar no trabalho -  diz que o filho está doente, quando não está.  Uma ação tóxica das mais repetidas é culpar incessantemente os outros, jamais assumindo a própria parcela de responsabilidade por problemas partilhados. Outro sinal de conduta tóxica é a negatividade, que sempre sugere incapacidade de desfrutar a vida. Nesses casos, o efeito tóxico é sabotar a  expectativa positiva  dos outros. Exemplo: a colega está muito feliz porque ficou noiva! A pessoa tóxica apenas comenta que casamentos se desfazem depressa, as estatísticas do divórcio só aumentam. Chantagem emocional é outra estratégia utilizada para satisfazer investidas mal-intencionadas. Nesse caso,  o medo é usado para satisfazer os próprios interesses. Exemplo: - “Se você faz isso é porque não gosta de mim!”  

Resumindo: pessoas tóxicas manejam outras pessoas para conseguir o que querem. A manipulação pode ser evidente ou sutil, mas sempre é prejudicial.   É extremamente desgastante conviver com quem usa táticas maldosas para conseguir o que deseja, essa conduta gera tensão absorvente e estresse.  Afinal, ninguém tem direito de sugar a energia  alheia, tampouco tem direito ao tempo e à atenção que indivíduos tóxicos obtêm de maneira nociva.  Nessas circunstâncias,  estabelecer limites é um desafio essencial. Por isso, é indispensável desenvolver a capacidade de identificar pessoas tóxicas e mantê-las distantes, se necessário.  O passo inicial é gerenciar as próprias emoções, mantendo a calma e o controle. Nesse aspecto, é preferível aplicar a empatia cognitiva, considerando a compreensão  e avaliação racional dos processos mentais adotados de maneira tóxica.

 

  

 

*Mestre em Educação Ambiental, Doutora em Psicologia, especializada em Psico-Oncologia, pesquisadora do Laboratório de Psicologia Social da Religião do IP-USP.  Autora do livro Ecologia Mental da Morte. A troca simbólica da alma com a morte. (Editora Casa do Psicólogo & FAPESP. 2006). E-mail: Este endereço de e-mail está protegido contra spam bots, pelo que o Javascript terá de estar activado para poder visualizar o endereço de email

 
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