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Brás, Força, Trabalho e Fé PDF
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07-Jun-2019


Eduardo Cedeño Martellotta

 

Fundado a 8 de junho de 1818, por meio do decreto do rei Dom João VI, o Brás comemora 201 anos. Então uma copa verdejante, o lugarejo, por volta de 1769, abrigava a chácara do português José Brás, que construiu a capela Bom Jesus de Matosinhos, dando origem ao bairro. A capela virou igreja, várias outras chácaras foram dando espaço às fábricas, com a vinda, a partir de 1887, dos imigrantes europeus ao Brás, principalmente da Itália e da Espanha, além de Portugal, Líbano e Japão, na Hospedaria dos Imigrantes, e o local foi se desenvolvendo, tornando-se hoje o maior polo de Moda da América Latina.

Hoje o Brás multirracial comporta imigrantes vindos da Bolívia, do Senegal, da Nigéria, de Angola, da Coreia do Sul, do Líbano, da Síria, da China e do Haiti, e agora recebe também os da Índia, além dos nossos amigos Nordestinos, que chegaram no bairro a partir da década de 1940. É lugar de cabra porreta, gente como a gente, que trabalha, todos os dias, em busca de vida melhor. No Brás não falta trabalho, são mais de 9.000 lojas, no atacado e no varejo, PIB anual de R$ 10 bilhões, população flutuante diária de 500.000 pessoas, chegando a 1 ou 2 milhões em épocas festivas. É um mundo dentro do Brás.

Conheça sete trabalhadores simples que vivem o dia-a-dia no Brás, na luta pela sobrevivência, e a visão de cada um a respeito do bairro, cada qual dando seu presente para o 201º aniversário.

 

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Indianos, nova safra de imigrantes

O indiano do Estado de Punjab, em Nova Déli, Gurdev Singh Randhawa, 42 anos, vende roupas indianas na av. Rangel Pestana. Ele está há sete anos no Brasil, sendo há um em São Paulo, mais um ano em Belo Horizonte, um ano e seis meses em Campinas e o restante em Brasília. As principais dificuldades para ele são a alta do dólar, os impostos e a língua – ele fala o português com muita dificuldade. “Aqui não tem o Punjab Restaurante. Este é o presente que dou ao Brás”, lembrou ele, que aprendeu a falar “bom dia”, “como vai você?” e “tudo bem?” aos clientes.

Gurdev ressaltou os templos e trens em Nova Déli, a alimentação natural à base de lentilha, muçarela e frutas (60% da população não come carne), a meditação (religião budista) e o uso de turbantes e roupas leves. Antes de ser vendedor ambulante, ele trabalhou em restaurante na av. Paulista. “Vou a cada dois meses à Índia para comprar os trajes indianos e volto ao Brasil para vendê-los”.

 

 

 

 

 

 

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Trabalho ao povo

O vendedor de extintores Elson Trindade, de Araraquara, trabalha há 29 anos no bairro. “O bairro é minha fonte de renda, sempre foi muito bom para mim”. Como presente aos 201 anos do Brás, Elson dá trabalho para o povo que está desempregado.

 

 

 

 

 

 

 

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A garra do Nordeste

“O Brás é uma salada de nações”, disse Geninho do Acordeão, de Garanhuns, que compõe o grupo Trio Forró Aí Sim (fone 98167-4326), todos os dias se apresentando nas ruas do bairro, além de outras cidades, como Angra dos Reis e Parati.

Ele ressaltou a mistura da farinha seca e acarajé com rapadura, ou seja, dos amigos do Ceará com os de Pernambuco, Paraíba ou Bahia. “Somos felizes, irmãos e humanos”.

 

 

 

 

 

 

 

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Bolos para o Brás

Maria Grisel, 49 anos, veio de La Paz há 30 anos para o Brasil e trabalha há 10 anos na rua Coimbra, com venda de bolos. “Para mim, o Brás representa a manutenção da minha família”.

De presente ao bairro, Maria dá segurança e limpeza à rua Coimbra, além do bolo feito caprichosamente por ela. “A rua está muito suja e esburacada. Por isso, o Uber não quer entrar aqui”, relatou a boliviana Maria, na foto com a filha Yoselin.

 

 

 

 

 

 

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Africanos, vendedores ambulantes

O senegalês Guigi, 37 anos, veio de Dacar, e é vendedor ambulante, como muitos africanos e haitianos no Brás. Está há pouco mais de dois anos em São Paulo. Ele, que fala francês e pouco português, lembrou que trabalhou como funileiro, mas o salário era muito baixo. O africano dá de presente ao Brás, trabalho a todos os imigrantes como ele.

 

 

 

 

 

 

 

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Semelhança com a Roma Antiga

O pastor Robson de Jesus da Igreja Casa da Bíblia de Jesus, há nove meses no bairro, compara o Brás à Roma Antiga. “Havia o tecido, e o povoado vinha de longe para comprar”, lembrou ele, acrescentando que o povo busca no Brás malha boa num preço barato, não encontrado em outros bairros da cidade.

Como presente ao Brás, Robson deseja mudanças no bairro, como melhoria nas calçadas, sem a presença dos ambulantes.

A igreja faz cultos às terças e sábados das 18h às 20h na av. Celso Garcia, 231. “Temos um programa de libertação para quem tem problemas com álcool e drogas”.

 

 

 

 

 

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Cabeleireiro da Bolívia

Miguel Mauro Marquez, 25 anos, veio de La Paz há 4 anos para São Paulo, onde trabalha como cabeleireiro na av. Celso Garcia. Para ele, o Brás é o melhor lugar do mundo para fazer compras. Como presente ao bairro, Miguel dá segurança. “O bairro precisa de ordem, está muito bagunçado e tem muito ladrão”.


 
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