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EDIÇÃO 369 - 2ª quinzena de agosto/2019
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Prefeitura elimina Favela do Viaduto Bresser PDF
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04-Abr-2019


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ImageNos primeiros raios de sol de domingo, 24 de março, ocorreu uma reintegração de posse da Prefeitura no Viaduto Bresser, cumprindo medida judicial, para retirada de moradores e barracos da Comunidade do Cimento, que existia desde 2012 no viaduto Bresser.

Na noite anterior, um incêndio de grandes proporções pôs praticamente fim à comunidade, pois provocou a fuga de todos os moradores, antes mesmo da reintegração de posse. Eles, sabendo que ocorreria esta reintegração pela Prefeitura, teriam provocado o imenso fogaréu.

O Jornal do Brás foi até o local no dia seguinte à reintegração de posse, onde não se encontrava mais ninguém, apenas policiais com motos da Guarda Civil Metropolitana, em ronda, e um morador da Comunidade do Cimento, o popular “seu Zé”, ainda incrédulo com o que havia acontecido.

 

 

 

 

 

 

 

 

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Morador conta momentos de agonia

 

José Paulo do Nascimento morou durante sete anos na Comunidade do Cimento, nome dado por conta de uma distribuidora de cimento existente no local junto ao viaduto Bresser.

Quando “seu Zé” chegou no local, a rua ainda era de terra. Ele explicou que depois da morte dos pais, sempre morou de favor, até que um dia foi expulso. Hoje vive nas ruas como um andarilho, sem parada certa. Até encontrar uma calçada em frente ao viaduto, lugar para se abrigar e chamar de lar. Ao relembrar de como tudo aconteceu ele se emocionou, principalmente pela preocupação com o seu companheiro, um cãozinho sumido no incêndio ocorrido na noite de 23 de março, pois o considerava como seu único ente querido. "Aqui era eu, Deus e meu colchão. Perdi meu cachorro, no meio da confusão, não sei se está no canil, ou perdido por aí, ou se morreu", disse José, com a voz embargada.  

 

O incêndio

Segundo o morador, agentes da Polícia Militar e da Guarda Civil Metropolitana, foram enviados no domingo de manhã, 24 de março, para tirar todos os ocupantes à força. Em forma de protesto, os residentes iniciaram o fogo, porém os agentes contribuíram para que o fogo se espalhasse, e assim resultou num forte incêndio, de acordo com “seu Zé”.

O incêndio consumiu completamente os lares improvisados, e a maioria dos pertences, como fogão, cama de casal, roupas, entre outros objetos. Contudo, o maior prejuízo foi de três vítimas – duas morreram soterradas e uma terceira vítima estava internada com 40% do corpo queimado na data do terrível incêndio.

A reintegração foi uma solicitação da Prefeitura à Justiça, que concedeu a petição. A Prefeitura de São Paulo declarou que 215 pessoas moravam no local, entre elas 66 crianças.  

José explicou sobre proposta de alojar todos em um albergue, mas explicou que, como muitos têm esposa e crianças, ficou difícil a convivência, além da questão da segurança e higiene. Parte das pessoas desabrigadas ocupou a partir da desocupação do Viaduto Bresser, um galpão na rua do Hipódromo, 1.000. 

 

 

 

 
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