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A vida nos tempos antigos e no tempo atual PDF
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04-Abr-2019


ImageDr Emidio Severo*

 

Nesses novos tempos de redes sociais onde a molecada já nasce dedilhando um celular, seja para telefonar, interagir ou jogar, é muito comum ver os mais antigos reclamando que quando eram crianças não tiveram essas modernidades e que até apanhavam com vara de espinhos, levavam tapa na boca e coisas do tipo. Relatam ainda que andavam descalços na terra e que nem por isso morreram. A discussão pega fogo e fica propícia para comparações. Peguemos a obra do sociólogo Baumam que usou o exemplo da água líquida, para dizer que hoje as relações são efêmeras, sem perenidade, transitórias ou como disse: líquidas. Que escorre, passa e vai embora. Que não mais se formam os grandes laços, nem amizades, nem o eterno amor, rompendo as grandes tradições de antigamente. Se consultarmos um adolescente hoje e travar esse debate certamente ele dirá: tudo bem, os antigos tiveram boa vida, mas as águas eram represadas, como os sentimentos. E mesmo sendo mais natureba e tendo coisas boas para comemorar, como uma vida sem medo de assaltos, sem favelas e sem tanta pobreza, a mortalidade infantil era altíssima e as expectativa de vida apenas até os 40, 50 anos. Um bom parâmetro de comparação é ver a receptividade que teve a obra do sociólogo Baumam, ao criticar esse modelo de sociedade de hoje, que vive nessa modernidade líquida. A crítica a ele não é favorável. Começa afirmando que ele teve pensamento retrógrado e conservador, antigo como a velha Havana, em que nada se moveu e estacionou no tempo. Foi ultrapassado e ficou muito distante de tudo de bom que o mundo hoje nos oferece. Que imaginou uma utopia e apenas os mais retrógrados o saúdam. No caso do Brasil lembremos que era um país essencialmente agrícola, composto por uma educação impositiva e coronelista, que visava a perpetuação das tradições e do poder, cujo modo de vida hoje é abominado, preferindo-se a discussão, o debate, a participação, o diálogo e a transparência. Seja lá de que lado estivermos, é bom ver as relações de hoje como líquida, mas no bom sentido, como límpida e cristalina, que flui melhor, limpa bolores e antiguidades. Mas como tudo, precisa melhorar, principalmente no   equilíbrio e no senso da responsabilidade, de forma que, passada essa primeira onda, certamente essas águas límpidas e cristalinas, formarão “grandes e eternos lagos e laços” com mais transparência e perenidade....

 

*Dr Emidio Severo é Advogado há 40 anos, inscrito na OAB-SP sob n° 58.098. Tem especialização em Direito Civil, Trabalhista, Empresarial e Imobiliário

 

 
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