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A Mulher, o Feminismo e o eterno feminino PDF
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15-Mar-2019
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 Marisa Moura Verdade*

 

 

Em março festejamos o Dia Internacional da Mulher. Conquistamos tempo e liberdade para penosos questionamentos sobre a mulher e a condição feminina. Historicamente, as mulheres foram submetidas a preconceitos brutais, defendidos por teses machistas de uma inferioridade inerente ao feminino. Durante séculos, os homens foram os “senhores” e o “sexo frágil” foi  moldado para ser submisso e dependente no âmbito cultural, econômico e político. Esse quadro começou a mudar com os movimentos feministas do Ocidente. Na passagem do século XIX para o XX aconteceu a primeira onda feminista. As mulheres lutaram bravamente para conquistar o direito ao voto, ao estudo e a melhores condições de trabalho. A busca da igualdade social e de direitos  foi intensificada nas décadas de 60 a 90. A segunda onda feminista focou a  liberdade sexual, os direitos maternos e o controle da natalidade. A partir da década de 90, o feminismo assumiu o problema da autonomia pessoal. Estamos na terceira onda do movimento feminista. Hoje, o debate social envolve toda forma de sofrimento imposto à mulher, seja em função da raça, da classe, do comportamento ou da orientação sexual. No contexto atual, o combate à violência contra mulheres ganha visibilidade e os questionamentos feministas adquirem maior amplitude e profundidade. Entramos num campo de saber muito extenso e difícil de compreender.

Estudos sobre a condição feminina contemporânea implicam dificuldades específicas do  feminismo, da feminilidade e da feminidade. A palavra feminismo sinaliza o compromisso político e ético de avaliar o lugar da mulher na sociedade. O termo feminilidade pressupõe entendimento dos modos de ser mulher. Indagações sobre a feminidade remetem à constituição do próprio feminino.  O conhecimento da condição feminina dos nossos dias está em construção, depende de esclarecimentos sobre estados existenciais específicos de cada mulher, a sua posição e trajetória na sociedade e a contribuição do feminino, - tantas vezes silenciado - , para o desenvolvimento da humanidade.

E como o feminino é silenciado? É evidente que movimentos feministas procuram construir uma nova cultura feminina.  Cada mulher é convocada a criar a própria feminilidade, ainda que não saiba como lidar com influências da história familiar e da História da civilização. A crítica feminista é contra a imposição de modelos femininos tradicionais, como base da identidade das mulheres. A justificativa é que tais modelos transportam ideais da masculinidade patriarcal, o que há séculos sobrecarrega as mulheres. 

Sabemos que figuras femininas cumpriam papel importante na mitologia e nas religiões antigas. A ideia de que as deusas da antiguidade simbolizam características psicológicas das mulheres está em voga. Maratonas e cursos sobre o Feminino ensinam que cada deusa da mitologia grega, como Afrodite, Atena, Deméter, Ártemis, Hera e Perséfone por exemplo, reflete e estimula imagens associadas ao feminino interior. A tradição esotérica preserva a simbologia do Eterno Feminino, definido como princípio mágico, infinito e divino da criação. Desse prisma, O  Feminino é uma figura divina, Deus Mãe responsável pelo milagre da vida. O valor psicológico dessas imagens arquetípicas está nos estados emocionais e nas reflexões associados à busca do feminino interior.

Muito sofrimento deriva das incertezas a respeito da própria identidade. Vivemos um processo de transformação da condição feminina, o que afeta intensamente  a relação com o Outro. As mulheres reclamam  das condições de caminhos recém-descobertos e lamentam a feminilidade perdida. Como força simbólica, o feminino encaminha o seu oposto masculino para esferas do conjugal, inspirando noções de união, fidelidade e criatividade. Um pensamento renovador talvez dê conta da necessidade de abrir a cabeça e o coração  para o legado do Eterno Feminino. O vazio interior sinaliza que a conexão humana com a própria interioridade, com os outros e com o ambiente pode ser mais significativa.

 

 

* Mestre em Educação Ambiental, Doutora em Psicologia, especializada em Psico-Oncologia, pesquisadora do Laboratório de Psicologia Social da Religião do IP-USP.  Autora do livro Ecologia Mental da Morte. A troca simbólica da alma com a morte. (Editora Casa do Psicólogo & FAPESP). E-mail: Este endereço de e-mail está protegido contra spam bots, pelo que o Javascript terá de estar activado para poder visualizar o endereço de email

 

 
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