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EDIÇÃO 362 - 1ª quinzena de maio/2019
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Cinco anos sem o Arnesto do Brás PDF
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21-Fev-2019


Ele morava na rua Tagi, Mooca, bem na divisa com o Brás, e ficou imortalizado na canção de Adoniran Barbosa, “Samba do Arnesto”. Ernesto Paulelli, falecia há cinco anos, em 26 de fevereiro de 2014, aos 99 anos.

Ernesto inspirou Adoniran Barbosa a compor o “Samba do Arnesto”, em 1938. Aos 60 anos se formou em Direito, exercendo a profissão por cerca de 30 anos. Foi violonista e engraxate, auxiliando seu pai que era sapateiro, além de ter sido vendedor de chuchu e trabalhado no jogo do bicho. Tocou violão em diversas cantinas da Capital. Até 1922, residiu no Brás, tendo mudado posteriormente para a Mooca.

Fica aqui o nosso registro e homenagem, de uma das maiores lendas do Brás, que marcava presença em nossos Jantares anuais – sendo homenageado com o Troféu Jornal do Brás, e também nas festas de aniversário do Brás, bem como nas Tardes de Chá.

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Ernesto Paulelli

 

 

 

 

 

 

 

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Adoniran Barbosa

 

 

 

 

 

 

 

Samba fica na história

Letra e música de Adoniran Barbosa

O Arnesto nos convidô prum samba, ele mora no Brás 
Nóis fumo e não encontremos ninguém
Nóis vortemo cuma baita duma réiva
Da outra veiz nóis num vai mais
Nóis não semos tatu!
Outro dia encontremo com o Arnesto
Que pidiu descurpa mais nóis não aceitemos
Isso não se faz, Arnesto, nóis não se importa
Mais você devia ter ponhado um recado na porta
Ansim: "ói, turma, num deu pra esperá
A vez que isso num tem importância, num faz má
Depois que nóis vai, depois que nóis vorta
Assinado em cruz porque não sei escrever”. Arnesto

 

 
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