hostconect.net
Jornal do Brás Advertisement
Início seta Notícias Jornal do Brás seta Edição 340 seta QUALIDADE DE VIDA
29-Fev-2020
 
 
Menu Principal
Início
Edições Jornal do Brás
Notícias Jornal do Brás
Expediente
Links
Contato
Procurar
A História do Jornal
Jornalista Edu Martellotta
Cadastro de Empresas
Onde estamos
Campanha de Assinaturas
Jornal "O Braz"
Aniversário do Brás
Revista O Brazinha
Edições Jornal do Belém
EDIÇÃO 381 - 2ª quinzena de fevereiro/2020
Image                                  

Jornal do Belém Ed 1 - 20/01/2020
Image
Redes Sociais
Image


Jornal do Brás

 

Image

 

Jornal do Brás

 

 

Image

 

Tarde de Chá

Estatísticas
Visitas: 7382095
Flash de Notícias

Prezados Amigos,
Prezadas Amigas,


Permitimo-nos apresentar para sua apreciação, a primeira edição do Jornal do Belém, de portas abertas e páginas abertas à disposição dos moradores da região, empresários, autoridades, lideranças comunitárias e simpatizantes, com a mesma dedicação dos mais de 30 anos de nosso Jornal do Brás.
Ao ensejo, rogamos seu incentivo para essa nova bandeira da Região Brás/Belém.

Abraço Fraterno,
Milton George

 


 
QUALIDADE DE VIDA PDF
Classificação: / 0
FracoBom 
08-Mai-2018
Image

   Indignação e consciência política

 

Marisa Moura Verdade

 

No Brasil, já faz alguns anos, dia a dia somos confrontados com um sistema de corrupção transformado em método de governo. O crescente número de escândalos incorporou suspeitas e irritação associadas à impunidade, atraindo razoável atenção popular para as altas esferas da Justiça. Descobrimos como é frustrante acompanhar o julgamento de políticos e empresários corruptos no país das liminares, dos habeas corpus, dos desmentidos impossíveis e das protelações intermináveis. E a geração de estresses só aumenta.

Muita gente observa, em si mesmo e nos outros, que as questões políticas e da corrupção despertam reações emocionais cada vez mais intensas. Passamos das decepções e lamentações iniciais para expressões de repulsa e animosidade crescentes. Uma afetividade indigesta instalou-se na polarização do nós contra eles: adversários são vistos como inimigos, conflitos são tratados com mais agressão, não há abertura para diálogos. Sentimos falta das demonstrações de respeito pelos outros, o que tende a provocar medo e desconfiança. Na crise atual, aquele entorpecimento ético e moral inerente ao descarado “rouba, mas faz”, tradicionalmente adotado diante de políticos corruptos, não reflete o estado de ânimo nacional. É visível que tal indiferença deu lugar a uma indignação coletiva.

Analistas desse contexto apontam diferentes facetas das manifestações de indignação. Há quem considere que uma parte expressiva delas pode indicar um desejo de acomodação, de afastamento da política e dos seus problemas. Outras análises sinalizam que expressões de indignação podem disfarçar mera vocação para criticar. Reflexões sobre formas agressivas de indignação evidenciam que todas são injustificáveis. As interpretações propõem que os atos violentos ou ofensivos denotam a exasperação de quem reprime sentimentos de ódio, quase sempre entrelaçados a vivências de injustiça e desrespeito. Nesses casos, mais cedo ou mais tarde, a hostilidade acumulada explode, revelando impotência e bloqueio para avaliar fatos que contrariam o bom senso, a decência e o bem comum. Trata-se aqui de uma indignação superficial, estéril em termos de sentimento ético.

Estudos sobre a personalidade ética e moral afirmam que indignação é um dos sentimentos que participam das noções de justiça e respeito. Essa reação afetiva começa a se desenvolver na infância, quando a criança reclama de promessas que não são cumpridas ou de ser castigada por algo que não fez. O progresso ético e moral individual será aprimorado posteriormente, acrescentando reações de revolta diante do desrespeito aos outros. Nesta perspectiva, a indignação refere ao fato de direitos terem sido desrespeitados, portanto alguma injustiça foi cometida.   

Afetos, emoções e sentimentos são processos fundamentais da vida psíquica. Têm função importante no autoconhecimento e no autocontrole, duas habilidades inerentes à verdadeira independência pessoal. Tais elementos de maturidade são relevantes nos momentos de crise, pois promovem mudanças de comportamento, exercendo influência direta na maneira de pensar sobre algo. A indignação coletiva que vivemos sinaliza a necessidade de revalorizar a personalidade ética e moral, atributo principal da verdadeira consciência política. Precisamos muito desse processo de conscientização. Ele é fundamental para escolher governantes que tenham a habilidade de defender os interesses da coletividade e não de particulares. 

 

Marisa Moura Verdade é Mestra em Educação Ambiental, Doutora em Psicologia, especializada em Psico-Oncologia, pesquisadora do Laboratório de Psicologia Social da Religião do IP-USP. Autora do livro Ecologia Mental da Morte. A troca simbólica da alma com a morte. (Editora Casa do Psicólogo & FAPESP). E-mail:  Este endereço de e-mail está protegido contra spam bots, pelo que o Javascript terá de estar activado para poder visualizar o endereço de email

 

 
< Anterior   Próximo >
 
Top! Top!