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Verdão e Peixe, Clássicos de Saudades PDF
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02-Abr-2018
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Alexandre Cardillo

O Clássico da Saudade é o nome dado ao confronto envolvendo Palmeiras e Santos. A alcunha foi uma homenagem às duas equipes que, na década de 1960, contavam com os dois maiores craques do futebol nacional. De um lado, o Rei Pelé, consagrado com duas Copas do Mundo, à época. Do outro, o Divino Ademir da Guia, com seu estilo elegante de conduzir a bola e extraordinária visão de jogo. Ao longo dos anos, tal rivalidade foi ficando ainda mais latente. Para você, que é saudosista e amante do esporte mais popular do país, vou relembrar alguns dos inúmeros jogos emblemáticos que, com toda certeza, jamais sairão da memória das duas torcidas.

 

 

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O primeiro confronto aconteceu no longínquo ano de 1915. O antigo Palestra Itália acabou sendo goleado, por 7 a 0. O Santos não ofereceu chances ao rival, recém fundado. Uma peculiaridade desta partida: o Palestra Itália, com apenas um ano de existência, pleiteava disputar o Campeonato Paulista de 1916. Porém, a Associação Paulista de Esportes Aquáticos condicionou ao time uma vitória no clássico, contra o alvinegro praiano. Mas com a acachapante derrota, o clube quase encerrou suas atividades. Foi literalmente salvo quando a equipe do Scottish Wanderes recebeu punição do futebol, após efetuar pagamento a jogadores em um campeonato amador. Com isso, o Palestra ganhou força e conseguiu, enfim, disputar o Paulistão de 1916. A partir de então, um divisor de águas para a equipe oriunda do país da bota. Os anos se passaram e o Clássico da Saudade foi ganhando um peso ainda mais significativo. Em 1958, um duelo que para muitos, foi um dos mais importante na história. Palmeiras e Santos se enfrentaram pelo Torneio Rio-São Paulo, muito valorizado, até então. O Santos vivia seu apogeu nos primórdios da era Pelé. O Palmeiras, um time sem muitas estrelas, mas que tinha em Mazzola, seu maior ídolo naquela tarde de 6 de março, no estádio do Pacaembu. O registro deste jogo chegou a levar cinco pessoas ao óbito. Por que? O placar foi 7 a 6 para o Santos e um grau de emoção intenso. No primeiro tempo, o jogo estava 5 a 2 para o Peixe. Na etapa complementar, o Verdão virou para 6 a 5 e no final, nova virada, com vitória santista. Para José Macia, o Pepe, segundo maior artilheiro da história do clube, o maior jogo de sua carreira, em termos de emoção. No ano seguinte, em 1959, a final do Campeonato Paulista colocou frente a frente novamente os dois times. O Palmeiras era um dos únicos clubes que jogava de igual para igual com o maior time de todos os tempos. E o Verdão sagrou-se Campeão Paulista, vencendo por 2 a 1. Alguns meses antes da decisão por pontos corridos, o time palestrino goleou por 5 a 1, deixando a torcida peixeira e os jogadores simplesmente atônitos. Na década de 1960, somente Santos e Palmeiras levantaram os Troféus, em âmbito estadual. A rivalidade ficou ainda mais acentuada. Grandes jogos, já com Ademir da Guia desfilando seu futebol, trajado de verde e branco. Imaginem: de um lado Pelé e de outro, Ademir, conforme já explanado. Quem ganhava era o futebol. Com toda esta nata de grandes craques, o clássico era um dos mais esperados da capital paulista.

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Avançando na cronologia, a tônica desta rivalidade herdada de grandes gerações, chegou até o Século 21. Finais recentes de Paulistão e Copa do Brasil. Em 2015, o Santos vence o Palmeiras na decisão do Paulistão. No mesmo ano, o Palmeiras devolve “na mesma moeda”, conquistando a Copa do Brasil. Em 2016, o Peixe elimina o Verdão na semifinal do estadual e o Palmeiras conquista o título nacional, ponto a ponto com o rival da baixada, que ficou na segunda colocação. Em 320 jogos, 135 vitórias para o Palmeiras, 104 para o Santos e 83 empates (até o dia 27 de março, data do segundo confronto entre os dois times pela semifinal do Paulistão).

 

Facebook: Alexandre Cardillo Esportes.

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