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EDIÇÃO 348 - 2ª quinzena de setembro/2018
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As porteiras do Brás e os transtornos de um século PDF
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07-Mar-2018


Eduardo Martellotta

 

“No lugar desta porteira/um viaduto se ergueu/adeus porteira do Brás/já vai tarde pro museu”. Os versos são de Manuel Camargo de Oliveira, que passou 23 anos abrindo e fechando a porteira do Brás, que funcionou por mais de um século no bairro.

Então chamadas “porteiras da Inglesa”, existiam desde a criação da São Paulo Railway – SPR (a primeira estrada de ferro construída em solo paulista, entre 1862 e 1867, por investidores ingleses), sob a avenida Rangel Pestana para resolver o problema da passagem do trem. E acabaram por criar outros, pois impediam o fluxo constante de pedestres e de veículos, desafiando, por muito tempo, a paciência e a boa vontade da população do bairro.

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A lei municipal número 1.775, de 17 de abril de 1914, autorizava a Prefeitura a contratar engenheiros para estudar e selecionar projetos, tendo sido, então, encarregado o engenheiro Dr. Arthur Krug, especialmente para se resolver o problema.

 

Prejuízos ao Brás

Esse problema persistiu, embora a Prefeitura tenha oficiado mais de uma vez à São Paulo Railway, salientando os prejuízos que as porteiras do Brás traziam para o trânsito de bondes e pedestres do bairro. O então prefeito Washington Luís achou que a solução escapava à sua ação. Afirmou não ser possível a solução por linhas férreas subterrâneas e por passagem abaixo do nível, em virtude da proximidade de lençol de água e da qualidade do terreno, o que acarretaria custo elevadíssimo das obras a executar. “Estas porteiras conservam-se fechadas a maior parte das vezes e a maior parte do tempo, não para passagem de trens, mas para manobras de trens vazios, para formação de comboios, colocação de vagões nessa via pública da cidade. A solução do caso só pode ser dada pelo governo federal”, dizia Washington Luís, no Relatório de 1916.

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Solução com a construção de viadutos

A situação só melhoraria mais de meio século depois, com a construção do viaduto do Gasômetro, unindo a rua do Gasômetro ao Largo da Concórdia, desafogando um pouco o trânsito na grande artéria Rangel Pestana.

Mas somente em 1968 o trânsito melhorou de fato, quando se puseram em prática antigos planos urbanísticos. A construção do viaduto Alberto Marino solucionou o problema das porteiras do Brás, na administração do então prefeito Faria Lima. O viaduto foi inaugurado a 25 de janeiro de 1968, com missa no topo do viaduto, cerimônia essa que foi assistida por mais de 20.000 pessoas, em toda extensão do viaduto até o Largo da Concórdia, com a presença de Faria Lima. Era o fim de uma angustiante espera por solução de um problema que começou na segunda metade do século XIX e foi resolvida apenas na segunda metade do século XX, ou seja, 100 anos depois.

Fontes: Livro “O bairro do Brás” de Maria Celestina Teixeira Mendes Torres e site São Paulo Antiga.

 

 

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Inauguração do viaduto Maestro Alberto Marino em 1968 trouxe solução à problemática porteira do Brás

 
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