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07-Abr-2020
 
 
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O novo sítio lajedo em Acopiara, Ceará PDF
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04-Ago-2017
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Continuamos a narrar aqui a história da Família Albuquerque, da cidade de Acopiara, Ceará, pelo capitão Miguel Felício de Albuquerque:

“A mudança do sítio Vaca, para o novo sítio, que foi batizado de Lajedo e as impertinências do filho caçula Miguel, continuam...

Na opinião de minha mãe, Maria Felício de Albuquerque, que sempre foi a mediadora da família, é comum o filho mais velho rebater as implicâncias dos mais novos, com energia.

Aos cinco anos de idade, fui acometido de certas visões e minha mãe, preocupada com essa situação, viajou à cidade de Juazeiro do Norte-CE, participando esse caso ao padre Cícero Romão Batista. Em seguida veio em minha casa um senhor benzer-me e após a benção as visões desapareceram.

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Aqui está a luta de uma mulher, nascida em fins do século 18, e na região onde morávamos, não se ouvia falar em escolas. Mas a falta de escolaridade não a impedia de fazer benefícios e melhorias na propriedade.

A partir de meados da década de 1930, após a construção da sede e do açude, não levou muito tempo, o sítio Lajedo, se incluía na relação dos mais bem vistos na localidade, pelo plantio de árvores frutíferas na área úmida do açude e também nos arredores do terreiro e da casa, todas regadas semanalmente pela minha mãe.

As festas religiosas em Acopiara preocupavam muito a minha mãe: muito religiosa e costureira, antecipadamente, cuidava das roupas dos filhos, filhas e marido, Manoel Felício do Vale, que era apaixonado por terno claro. Ela fazia ternos por encomenda e para dar conta do serviço, costurava noite adentro com luz de lamparina. Ainda era responsável pela alimentação de 15 pessoas da casa, com 3 refeições diárias: almoço, jantar e ceia. Para dificultar ainda mais suas tarefas domésticas, os cereais não eram beneficiados à máquina. Tinham que passar pelo pilão: o arroz para tirar a casca; o milho para retirar a cutícula e ainda ficar 24 horas de molho para passar pelo moinho e transformá-lo em massa para fazer o angu, a farofa, bolo e o pão de milho.

Quando lembro-me da dificuldade de locomoção que tínhamos naquela época e comparo com minha situação atual, morando numa região central da capital de São Paulo, sinto-me orgulhoso, com a possibilidade de locomover-me a pé, de metrô, de ônibus e até de bicicleta, com a vantagem de que o tempo e a distância tornam-se mais curtos.

Em maio último, vivemos o mês consagrado a Maria Santíssima, mãe de Jesus, e não poderia deixar de lembrar-me e homenagear minha mãe, Maria Felício de Albuquerque”.

Miguel Felício de Albuquerque, capitão reformado da Polícia Militar, morador do Belém.

 

 
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