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06-Jul-2017
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Como conviver com tantas notícias negativas?

 

Marisa Moura Verdade*

 

 



            Cá entre nós, não tem assunto fácil quando se trata do que está acontecendo no nosso Brasil. Há anos convivemos com notícias que causam impacto e preocupações semana sim, outra também. É difícil acompanhar o desmonte de um sistema político corrompido. TV e rádio, jornais, revistas e redes sociais oferecem diariamente escândalos referentes à crise ética, econômica e política que enfrentamos. Contudo, o noticiário negativo não se limita às incertezas políticas e aos vexames da corrupção, várias reportagens sobre violências, acidentes e tragédias também fazem parte do nosso dia a dia. Esse problema não é exclusividade dos brasileiros, a divulgação de más notícias só aumenta no mundo todo. Nunca as pessoas tiveram contato com tantos meios de comunicação como ocorre atualmente. A principal diferença entre hoje e a cobertura de eventos do passado é a mídia social. Imagine seus amigos virtuais usando redes sociais para acompanhar o noticiário. Avalie quantas informações circulam na Internet e quantas são retransmitidas, ampliando o consumo de más notícias. Dá para reconhecer o estresse?

 

Sabemos que o cérebro pode apreender situações ameaçadoras nas matérias publicadas e, nesses casos, o corpo começa a produzir os hormônios do estresse, articulando lembranças traumáticas ou desagradáveis.  Raramente reagimos com indiferença diante de más notícias  – sejam elas nacionais ou internacionais. Ao longo do tempo, a constante exposição ao noticiário negativo pode causar processos de sensibilização ou de dessensibilização. Na sensibilização o sujeito torna-se mais vulnerável ao conteúdo emocional das publicações e suas reações afetivas ficam mais intensas. A dessensibilização envolve um processo de entorpecimento, o indivíduo acostuma com comunicações preocupantes. O hábito atenua o impacto emocional diante da negatividade, distanciando a consciência da repercussão afetiva dos noticiários. Frequentemente, algum pessimismo acompanha o entorpecimento emocional, juntamente com uma espécie de cansaço  perante um mundo excessivamente sombrio, violento e injusto. Quando esse pessimismo avança em cascata, promove um estado de desamparo modelado por incontáveis eventos negativos. A repercussão das más notícias atinge inclusive pessoas que evitam todo tipo de programa jornalístico. Elas são atingidas com porções de negatividade distribuidas nas redes sociais e  nas conversas informais.

Nada muda o fato de que acontecimentos tristes ou revoltantes acontecem o tempo todo, não importa de que maneira se lida com o  fluxo contínuo de notícias ruins. Isso não significa que o mundo está desabando, apesar de parecer que está sim. É bom ter em mente que notícias também são produtos de consumo. Boletins informativos oferecem  casos violentos, deprimentes e emocionalmente carregados. Imagens fortes e relatos chocantes conquistam audiências, apesar das explicações cada vez mais enxutas, encolhidas ou distorcidas. Muitas vezes, o pessimismo e o cansaço da dura realidade promovem uma visão de mundo excessivamente negativa, levando a ignorar e a ofuscar o que funciona bem na própria vida e no entorno. Nesses casos, uma perspectiva de autocuidado é importante. Ela envolve abertura para preservar escolhas positivas e assumir um tipo de fadiga diante da negatividade. Trata-se de um cansaço que nasce da compaixão diante de uma humanidade nebulosa e assustadora, que está fora do nosso alcance e do nosso controle. É possível reconhecer eventos positivos no ambiente próximo quando há uma distância segura de toda desgraça, violência e carnificina que se extende mundo afora. E alguma  noção de equilíbrio cai bem nessa perspectiva, pois, nesses casos, o autocuidado supõe a possibilidade de consumir notícias com maior consciência dos efeitos psicológicos que elas produzem.

 



*  Marisa Moura Verdade é Mestra em Educação Ambiental, Doutora em Psicologia, especializada em Psico-Oncologia. Autora do livro Ecologia Mental da Morte. A troca simbólica da alma com a morte. (Editora Casa do Psicólogo & FAPESP). E-mail: Este endereço de e-mail está protegido contra spam bots, pelo que o Javascript terá de estar activado para poder visualizar o endereço de email
 
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