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EDIÇÃO 330 - 1ª quinzena de novembro/2017
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Nova crise afeta Feira da Madrugada PDF
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19-Mai-2017


Uma Audiência Pública sobre a Feira da Madrugada foi realizada na Câmara Municipal na tarde de 5 de maio último, presidida pelo vereador Souza Santos da Comissão de Política Urbana da Câmara, para discutir o funcionamento do popular centro de compras do Brás.

Segundo o vereador, aproximadamente 2.800 comerciantes estavam na data da audiência com o nome negativados. Explicou ainda que o Consórcio Circuito de Compras (vencedor da licitação feita pela Prefeitura em 2015) passou a vender vagas para novos comerciantes cobrando dos mesmos quantias elevadas e que no local será construído um mega-shopping sendo necessária a demolição da atual estrutura, o que não é aceito pelos comerciantes.

Atualmente, completou ele, estão sendo realizadas obras no local denominado Setor Sul – parte amarela onde ficarão 1.200 boxes, e os comerciantes são contra sua transferência para este local.

 

Impasse de coisa séria

Presente na audiência pública, o vereador Eduardo Suplicy disse que após fazer visitas à Feira da Madrugada, ouvir os comerciantes e receber a visita dos membros do Consórcio, avaliou ser importante realizar a Audiência Pública.

O vereador Souza Santos disse que tudo na Audiência Pública será registrado na Ata. “Isso é coisa séria, depende da vida de vocês. Não estamos brincando. O prefeito João Doria tomará conhecimento. Vocês estão diante de quem pode resolver essas questões”.

 

 

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O Dr Ailton Vicente de Oliveira lembrou que a Feira da Madrugada nasceu em 2004 quando os comerciantes foram expulsos da rua 25 de Março por uma sentença da Justiça. “Levamos eles para um terreno que estava abandonado e tinha só mato. Eu acreditava na feira, contra todos. Nós queremos a Feira da Madrugada de volta. Aquela feira que foi o cartão de visita do Brás e fez com que o Brás crescesse. O comerciante quer trabalhar com dignidade. Quem ganhou dinheiro foi a GSA do Rio de Janeiro e quem implantou o projeto fui eu. Peço que repensem e analisem”

 

 

 

 

 

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Mauricio Gueller, um dos sócios do Consórcio, disse que tem um respeito profundo com os comerciantes da Feira. “Temos lá 3.800 boxes e aqui não temos nem 200 pessoas. Essa representatividade não é a totalidade da feira”. Ele informou que o projeto custa R$ 1,5 bilhão e que está previsto nele, ar condicionado, vaga para 2.500 veículos e 315 ônibus. “É um projeto altamente moderno e seguro”

 

 

 

 

 

 

 

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O vereador Rodrigo Gomes lembrou que a Feira da Madrugada foi inaugurada em 9 de agosto de 2005 pelo Grupo GSA. “Nesse debate democrático, o poder legislativo pode trazer encaminhamentos importantes, mais do que acusações e defesas, é uma solução definitiva”

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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Mostrando boletos, Luciano informou que a taxa está em R$ 1.235,00 e que três boletos de um amigo, estavam todos pagos e mesmo assim, foi notificado pelo Consórcio a deixar seu boxe num prazo de 30 dias. “Outra coisa: ninguém faz assembleia nessa associação que foi implantada, não é enfiar goela abaixo. Estamos na rua desde 1974, fomos empurrados da Praça da Sé para o Brás”

 

 

 

 

 

 

 

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Francisco Rodrigues pede a realização de uma CPI e a anulação da licitação

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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O vereador Souza Santos disse ao Jornal do Brás que a Feira continua aberta. “A reclamação é que o Consórcio que não está dando condições para os comerciantes. A Comissão de Política Urbana da Câmara (da qual ele é presidente) está aqui para tirar esse imbróglio”. Ele acrescentou que não há ainda uma análise jurídica. “Estamos pedindo a instalação de uma CPI”

 

 

 

 

 

 

 

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Por sua vez, o vereador Eduardo Suplicy asseverou ao Jornal do Brás que o propósito da Audiência Pública é harmonizar os interesses. “Chegar a um entendimento com os feirantes e trabalhadores”. Lembrou que nova reunião será realizada dia 19 de maio a princípio às 15h e que os representantes do Consórcio sugeriram que sejam eleitos três representantes dos feirantes para o diálogo

 

 

 

 

 

 

 

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Ao Jornal do Brás, o Dr Giuseppe Neto, advogado do Consórcio Circuito de Compras explicou que todas as obrigações previstas no contrato de concessão tem sido rigorosamente cumpridas. Disse ainda que os comerciantes serão realocados durante o período das obras do Shopping Popular de Compras. Após a construção, completou o advogado, irá haver a transferência dos comerciantes em no mínimo 4.000 boxes numa outra edificação, dentro do shopping, preservando os trabalhadores que tiverem o TPU (permissionários) e os que não tiverem o TPU e estiverem adimplentes

 

 

 

 

 

 

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Alessandra Moreira disse que a essência da feira é ser popular. “O Brás hoje tem 18 grandes shoppings e muitos estão vazios. O trabalhador não quer shopping, não precisamos de shopping com ar condicionado. Existiu algum estudo de impacto sobre o shopping?”

 

 

 

 

 

 

 

 

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Também presente na Audiência Pública, o vereador Camilo Cristófaro disse que as coisas só pioraram na Feira da Madrugada. “Essa empresa que ganhou o consórcio não tem a minha simpatia. Que a Feira da Madrugada seja um lugar digno para se viver e conviver, decente, organizado e bonito”. Ele informou que será protocolada na Câmara Municipal a CPI da Feira da Madrugada. “Todos serão representados nesta CPI, onde sou co-autor. Não podemos mais ficar no empurra-empurra. A feira perdeu sua essência”. O vereador Adilson Amadeu é o autor da CPI, acrescentou Camilo

 

 

 

 

 

 

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Mariane Simone Pereira coordenadora de planejamento da Prefeitura Regional da Mooca disse que o papel da Prefeitura é fiscalizar. “Estamos sabendo sim da reforma do galpão Amarelo, que não foi aprovada pela Prefeitura Regional da Mooca”

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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Solange Neves, comerciante da Feira da Madrugada e presidente da Cooperfeira

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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Patrício afirmou que o Consórcio não sabe o que acontece na Feira da Madrugada. “Nós não queremos o shopping bonitão com ar condicionado. Queremos a CPI. O Consórcio apenas quer o terreno, querem tirar a feira do trabalhador e vender para o rico”

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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Alex Cabral: “Aqui tem uma minoria representando todos os vendedores ambulantes. Tem que ser aberta a CPI e anular este Consórcio imediatamente”

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 
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