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100 Anos da Vila Maria Zélia PDF
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08-Mai-2017


Primeira vila operária do Brasil

 

Eduardo Martellotta

 

Corria o ano de 1912. As terras pertenciam ao Coronel Fortunato Goulart e o médico e empresário industrial, Jorge Street adquiriu estas terras para construção de sua fábrica, a “Companhia Nacional de Tecidos de Juta” (juta é uma fibra têxtil vegetal), e ao seu redor construiu uma vila, para moradia dos seus 2.500 operários que trabalhavam na filial do Belenzinho da poderosa tecelagem Cia Nacional de Tecidos da Juta, cuja sede estava localizada nas imediações da rua Gabriel Piza, em Santana.

A matriz era um sucesso, com funcionários trabalhando em tempo integral e a fábrica produzindo a todo vapor, inclusive em capacidade máxima, o que levou o empresário a ampliar suas instalações, optando por uma região como o Belenzinho que já recebia muitas indústrias à época e que poderia rapidamente dar abrigo a uma nova instalação industrial.

 

A inauguração

A construção ficou pronta nos finais de 1916, e foi inaugurada em 15 de maio de 1917, batizada com o nome de “Maria Zélia” em homenagem à filha de Jorge Street, vítima de tuberculose (1899-1915). A vila foi projetada pelo arquiteto francês Paul Pedraurrieux, e como Jorge Street, era um defensor da formação de uma consciência capitalista brasileira e de medidas de proteção aos operários, exigiu a construção de um núcleo residencial digno aos seus funcionários. 

A Vila Operária Maria Zélia, foi construída para ser uma pequena cidade. O complexo, localizado na rua dos Prazeres, foi originalmente constituído de 198 casas, distribuídas em seis ruas, que variavam de 75 a 110 m² cada. As famílias maiores, com maior número de operários, habitavam as casas maiores, assim como os administradores. Os solteiros moravam em uma hospedaria, própria para eles. Havia também duas escolas, uma para meninas e outra para os meninos, ambulatório e serviço odontológico, uma praça principal com uma igreja ladeada por dois prédios idênticos, onde funcionavam o comércio, com farmácia, açougue, sapataria, armazém, salão de festas, e um clube (campo de futebol). Vale ressaltar que a Vila Maria Zélia foi a primeira vila operária a ter uma creche para os filhos dos operários.

A festa de inauguração da vila foi um grande acontecimento, não só para o Dr Jorge Street, mas para a cidade de São Paulo. Na cerimônia de inauguração vieram políticos e industriais de várias partes de São Paulo e o Cardeal Arcebispo de São Paulo Dom Duarte Leopoldo e Silva foi responsável pela missa inaugural, visitando e abençoando todos os cantos da vila, sendo seguido por uma enorme multidão enquanto percorria o local.

A vila teve como inspiração as vilas operárias inglesas, em especial, a vila de Saltaire, fundada em 1851, em Shipley, nas proximidades de Bradford (Yorkshire), que serviu de modelo para muitas outras vilas inglesas.

No ano de 1992, a vila foi tombada pelo CONDEPHAAT, resolução acatada e alterada pelo CONPRESP, em 1995, a fim de especificar e complementar os critérios técnicos previstos pela normatização do órgão estadual. Atualmente, apesar do tombamento, das antigas casas dessa vila pioneira em São Paulo, apenas quatro possuem fachada original.

Dos prédios históricos, cinco deles estão em avançado estágio de abandono.

 

Fontes: site São Paulo Antiga e blog Del ou Giorno; “Vila Maria Zélia: o processo de deterioração do patrimônio histórico de uma das primeiras vilas operárias do país” - Eduardo da Rocha Marcos e Luciana Squarizi.

 

CURIOSIDADES DA VILA

* No período compreendido entre novembro de 1935 e novembro de 1937, a fábrica abrigou um presídio político, o Presídio Maria Zélia, um dos órgãos de intensa repressão do governo Vargas. Abrigou cerca de 700 presos e ocupava uma área de 100m de fundo por 40m de largura. O local abrigou presos ilustres, como o historiador Caio Prado Jr. e o militante político Paulo Emílio Sales Gomes

* Cenário constante de comerciais de televisão e filmes nacionais, o local serviu de cenário para o filme “O Corintiano” de Mazzaropi.

 

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Inauguração da Vila Maria Zélia em 15/5/1917

 

 

 

 

 

 

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Dr Jorge Street

 

 

 

 

 

 

 

 

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Maria Zélia, acometida de tuberculose em 1915

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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Prédios históricos estão caindo na Vila, face ao abandono

 

 

 

 

 

 

 

 

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Passeio cultural e livro sobre o Belenzinho

No próximo sábado, dia 6 de maio às 13 horas ocorre o lançamento da antologia “Vamos falar do Belenzinho?” da Editora Matarazzo (R$ 40,00), na Associação Cultural Vila Maria Zélia, à rua José Alves de Oliveira, 104 (armazém), Vila Maria Zélia. Entrada franca. Informações (11) 2752-6336. Às 10 horas haverá o "Passeio Cultural pelo Belenzinho" com o guia de turismo Laércio Cardoso de Carvalho, o ponto final do tour será na Vila Maria Zélia junto com o lançamento do livro "Vamos falar do Belenzinho?". Valor do passeio: R$ 20,00 - é necessário fazer inscrição através do email: Este endereço de e-mail está protegido contra spam bots, pelo que o Javascript terá de estar activado para poder visualizar o endereço de email  ou (11) 99837-4063.

Jantar fecha o Centenário

Dia 13 de maio será o Jantar dos 100 Anos da Vila.

 

 
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