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Prezados Amigos,
Prezadas Amigas,


Permitimo-nos apresentar para sua apreciação, a primeira edição do Jornal do Belém, de portas abertas e páginas abertas à disposição dos moradores da região, empresários, autoridades, lideranças comunitárias e simpatizantes, com a mesma dedicação dos mais de 30 anos de nosso Jornal do Brás.
Ao ensejo, rogamos seu incentivo para essa nova bandeira da Região Brás/Belém.

Abraço Fraterno,
Milton George

 


 
Sexalescentes, descendentes do Brás PDF
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FracoBom 
22-Mar-2017
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Alzira Jorri de Tomei

 

Neta de imigrantes italianos e espanhóis que viveram no Brás,  encontro-me entre os sexalescentes, pessoas que rejeitam a palavra sexagenários, porque não estamos no plano de deixarmo-nos envelhecer.

Na adolescência, esse grupo fez parte de uma massa de jovens oprimidos em corpos desenvolvidos, que não sabiam bem onde se meter, nem como se vestir. Tiveram uma vida satisfatória, jovens obedientes que entendiam os pais pelo olhar; homens e mulheres independentes, que trabalharam uma vida toda, enfatizando doutrinas de autores que defenderam o significado da vida pelo trabalho.  Procuraram suas próprias carreiras, desde tão cedo, porque tiveram necessidade de ajudar os pais e avós, explorando um país que não lhes pertencia e que fizeram do Brás sua nação. Sentiam-se orgulhosos e realizados porque de uma forma ou de outra, assim ganhavam a vida. Muitos deles não têm ainda oportunidade de aposentadoria, outros, já aposentados, não têm tempo para a solidão nem para a preguiça.

Depois de criarem os filhos, ainda criam netos, com as mesmas preocupações, fracassos e sucessos. Conseguem sentir, cheirando a brisa do mar, um passado que os edificou.  Mulheres sexalescentes são de uma época com papel destacado, pois  enquanto suas mães e avós nada faziam além da obediência e dos afazeres domésticos, essas guerreiras ocuparam lugares sociais jamais outrora sonhados.

Não precisaram trabalhar o tal movimento feminista. Seu feminismo foi demonstrado pelo eixo e manutenção psicológica do lar. Souberam com sacrifício ser o asseio do lar e trazer os homens para seu coração, com a nobreza de damas, que a juventude feminina desconhece. Muitas optaram por viver sozinhas, outras fizeram carreiras equivalentes a de tantos homens da mesma geração. Realizações difíceis, mas conseguiram. A geração dos 60/70 não ficou parada no tempo, não sofria de depressão, nem apostava na infidelidade conjugal como porta de saída para problemas emocionais. Aguentamos uma carga pesada.

Camada social que precisou aprender a lidar com a informática, como se já conhecessem esse setor há anos, sob pena de perda de emprego. Tiveram que pesar todos os riscos, sem ficar chorando, trancados em quarto, esperando os pais para lhe sustentarem. Quando havia perdas, refletiam e viravam a página áspera. Os homens sexagentários não se espelhavam em modelos de cinema, não tinham tempo para isso. As mulheres não tinham tempo de viver em academia de musculação, medindo os centímetros da cintura e dos quadris, não podíamos sonhar com carreira de modelos como se fossem estes os verdadeiros ícones da história.

Hoje não me sinto hábil a nomear esse grupo que, para os jovens, são velhos.  Então, entre meus companheiros velhos, recordamos a juventude, com ou sem nostalgia nem tristeza, ensinando a essa suposta moçada em formol, que eles também carregam momentos de tristezas e nostalgias, embora não se deem conta. Na euforia e inexperiência de vida, acreditam que a felicidade não seja efêmera. A nós, sexagentários, já chegou a sapienza do quanto nos doeu a vida até chegarmos ao século XXI, mundo das ilusões do facebook, instagram, entre outras residências que passaram a ser chamadas de sites, cujas combinações e acertos são moldados à velocidade de um tal whatsapp que os impede de uma relação infinitamente mais humana.

Profª Especializada Alzira Jorri de Tomei, brasense.  Formação em Letras, Direito, Psicopedagogia.

 
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