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QUALIDADE DE VIDA PDF
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05-Set-2016

 

 

Crise contrasta com o Grito Independência

De um lado, as efusivas comemorações com lembranças de Dom Pedro I quando do Grito Independência ou Morte, dia 7 de setembro de 1822.

De outro, a malfadada corrupção que não dá trégua, como uma vertente maligna do veneno nas torneiras do Brasil, sob a denominação de crise. Veja um pouco aqui sobre esses paradoxos:

 

 

Crise, crítica, critério, crivo da Imagesabedoria.

Marisa Moura Verdade

 

A crise política, ética e econômica que enfrentamos parece não ter fim. Mal terminou a Olimpíada Rio 2016 e a operação Lava Jato volta com força ao noticiário, desvendando mazelas das instituições brasileiras de todas as áreas. Nos últimos meses, a palavra crise foi escrita e falada em todo lugar, principalmente nos jornais, revistas, emissoras de TV e rádio, refletindo uma situação grave, de anormalidade e colapso, de deficiência, falta e penúria. O tempo passa... Esperamos ver alguma luz no fim do túnel, mas decepções, desencanto e desesperança machucam a imaginação do futuro. Como comentou uma amiga, a situação atual é um nojo!  A desilusão aprofunda dia a dia. A mesma amiga pergunta: - crise é oportunidade, mas qual?

Apesar da minha familiaridade com o vocábulo crise, apesar de conhecer suas afinidades com a noção de oportunidade, só recentemente dei conta dos seus entrelaçamentos com as palavras crítica, critério e crivo. O parentesco entre elas fica evidente quando investigamos sua origem. Todas derivam da mesma raiz do latim crisis e do grego krisis, que exprimem a ação ou faculdade de distinguir e, por extensão, um momento decisivo, difícil.  Todas também implicam o sentido de separação, decisão, definição. Na Medicina, crise nomeia um ponto crítico, aquele estado que define a evolução de uma doença para a cura ou para a morte. Em economia, crise é a fase de transição entre um tempo de prosperidade e outro de depressão – ou vice-versa.  Em termos éticos, crises impõem circunstâncias difíceis que devem ser enfrentadas.  Nem sempre isso acontece. Diante de situações graves, observamos duas atitudes básicas: negar os conflitos e dificuldades, rejeitando a possibilidade de encontrar soluções ou assumir e enfrentar desafios, desconfianças, perigos e a própria indignação.

Admitir a crise é o primeiro passo para escolhas transformadoras, aptas a gerar mudanças significativas. O exercício da crítica permite elaborar processos de depuração do que vale ou não vale. Decepções, incertezas, temores e desesperança constituem a matéria prima do ponto de virada – aquele anseio de recuperação do equilíbrio inerente à qualidade de vida. A dimensão nebulosa da vida afetiva oferece uma perspectiva de profundidade para nossas reflexões.  Aprendemos a passar intuições, sensações, tudo o que é visto e ouvido pelo crivo da sabedoria. Por mais complexos que pareçam, por mais incertezas que constelem, tribulações provocam a inteligência e agenciam a união de forças para realizar as mudanças mais significativas. Neste ponto de inflexão ocorre a transformação: buscamos novos territórios existenciais que se desdobrem para nós.   Nesse sentido, o que chamamos de crise não é algo interminável nem incomum, é uma oportunidade para procurar alternativas para nossa dignidade e sobrevivência. Crises promovem oportunidades para exercitar a força da vontade, da inteligência e das habilidades. 

 

Marisa Moura Verdade é Mestra em Educação Ambiental, Doutora em Psicologia, especializada em Psico-Oncologia. Autora do livro Ecologia Mental da Morte. A troca simbólica da alma com a morte. (Editora Casa do Psicólogo & FAPESP). E-mail: Este endereço de e-mail está protegido contra spam bots, pelo que o Javascript terá de estar activado para poder visualizar o endereço de email

 
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