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03-Mar-2009
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Colaborou nesta edição: Eduardo Cedeño Martellotta

 

A partir desta edição, o Jornal do Brás traz a coluna do Paparazzo do Brás, fotógrafo autônomo que rastreia gente famosa.

Seu nome: Abdul Hakim Ibrahim Sayadi Rifahi. Prestes a comemorar 60 anos no próximo dia 9 de abril, Hakim lembra que está entrando na 3ª geração – segundo sua religião islâmica, a 1ª geração começa aos 40 anos.

Nosso Paparazzo incorporou o Hamra (‘vermelho’) ao seu nome, como uma alcunha herdada da avó, que chamava a atenção, no Líbano, por ter essa coloração de pele. Ele, o neto, não tem. É uma típica fisionomia árabe, morena e expressiva. Mas ele, Hakim Hamra (“o médico vermelho”), carrega esse nome quando anda à noite de bicicleta pelas avenidas e viadutos de São Paulo, de uma cantina para outra, bairro após bairro, batendo suas fotos.

Ele nasceu em uma família libanesa residente no porto de Trípoli, pequena faixa de terra em que a esmagadora maioria da população era composta de muçulmanos sunitas. Foi o caçula entre os dez filhos de um abastado médico herborista de ascendência hebraica, mas apesar disso devoto do Islã, e que vivia rezando na mesquita. Aos 16 anos, Hakim abandonou a escola. “Eu não gostava de lá, nem do país, nem do governo”, recorda. “Percebi que o que me atraía mesmo era a fotografia”.

 

A vinda para o Brasil

Em abril de 1975, estourou no Líbano uma guerra civil que duraria mais de uma década. No ano seguinte, a situação era caótica. Com a iminente vitória muçulmana, a Síria ameaçava invadir o Líbano, em apoio aos cristãos. Hakim tentou realizar seu sonho hollywoodiano (ele queria ser cinegrafista em Hollywood, ganhar um Oscar e ficar famoso), mas não conseguiu visto para os Estados Unidos. Tampouco para a Austrália. Acabou indo para a Itália, porque aquele era o país ocidental mais próximo do Líbano. Então, ficou quase um ano em Roma, como turista. Lá, fez contato com um certo Taufik, ou Tito, tio de um seu antigo colega de escola, que estava para se mudar para o sul de Minas Gerais, região de forte presença árabe, e ali abrir um estúdio fotográfico. Convidou Hakim para vir para o Brasil e trabalhar com ele. Foi aí que o nosso Paparazzo veio parar em Guaxupé.

O estúdio fotográfico não abriu. A mão salvadora, desta vez, foi a de um padre libanês radicado em Guaxupé. Ele lhe pagou a passagem de ônibus para São Paulo e o indicou para trabalhar em um jornal direcionado à colônia árabe.

Já na terra da garoa, Hakim abriu o estúdio Hamra, na rua 25 de Março, para atender libaneses que precisavam de fotos para documentos de viagem. De dia, trabalhava para o jornal “Almanara”; à noite, empunhava uma Polaroid e percorria de bicicleta, como fotógrafo itinerante, cantinas tradicionais como a Castelões, Balila e Gigio, no Brás, e até mesmo restaurantes distantes, como em Santo Amaro.

As coisas foram bem. Hakim chegou a ter uma moto Honda e um Fusca branco.

Hoje ele continua fotografando pelas cantinas, não tantas, e vende lembranças do Centro antigo de São Paulo, como pôsteres, postais e outros objetos.

 

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Paparazzo com o colega de profissão, o fotógrafo do Diário de S.Paulo, Sérgio Barraghi

 

 

 

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 O encontro entre o passado e o presente: Paparazzo (à esquerda), há 30 anos atrás e ele agora

 

 

 

 

 

 

 

 

 
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