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Prezados Amigos,
Prezadas Amigas,


Permitimo-nos apresentar para sua apreciação, a primeira edição do Jornal do Belém, de portas abertas e páginas abertas à disposição dos moradores da região, empresários, autoridades, lideranças comunitárias e simpatizantes, com a mesma dedicação dos mais de 30 anos de nosso Jornal do Brás.
Ao ensejo, rogamos seu incentivo para essa nova bandeira da Região Brás/Belém.

Abraço Fraterno,
Milton George

 


 
O medo na figura de fantasma PDF
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FracoBom 
20-Jan-2016
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Alzira Jorri de Tomei

Um dos primeiros mestres do homem é o medo Aprende-se a temer monstros, fantasmas e demônios. Se há anjos, quando eles vêm para nos guardar, agem como uma espécie de segurança privada das almas.  Quando nos protegem, nem sempre eles sabem a diferença entre sentimento e realidade. Eles se esquecem de nos contar muitas coisas, por exemplo, que a violência praticada contra as crianças são mais praticadas por conhecidos do que por estranhos e desconhecidos. São inocentes a ponto de não nos mostrarem que talvez estejamos  mais seguros além do nosso território, longe da rua onde moramos,  O medo é,  afinal, o mestre que mais nos faz desaprender. Mais muros do que estradas vislumbravam nosso horizonte, quando, tão cedo, precisamos sair de casa em busca do sustento da família. Vamos aprendendo, de certa forma, que neste mundo há mais medo de coisas más, do que coisas más propriamente ditas.

A guerra fria vai esfriando e, assim, vão sendo criadas outras estratégias de vida em outras geografias além daquela onde vivemos. O que era ideologia passa a ser crença, o que é política torna-se religião, o que é religião passa a ser estratégia de poder. Aprendemos que para fabricar armas, é preciso fabricar inimigos, para produzir inimigos é imperioso sustentar fantasmas.  Para termos mais segurança na vida, além dos serviços secretos a favor da cidadania (exército), devemos aprender melhor o que se chama de “ele” ou terceira pessoa.  Ouvimos que a realidade é perigosa, a natureza é traiçoeira e a humanidade é imprevisível. Vivemos como cidadãos e como espécies, em situação eterna de emergência. As liberdades individuais devem ser contidas, a privacidade pode ser invadida, mas a racionalidade nunca deve ser suspensa, ainda que para nos trazer um pouco de sonhos e felicidade. Com medo, nossos pais nos ensinaram informações que não constatamos como realidade.

Por que a crise financeira não atingiu ainda a fabricação de armamentos?

Por que motivos se realizam mais seminários sobre segurança do que sobre justiça? Em pleno século XXI, conforme estatísticas, pelo menos um em cada seis seres humanos passa fome; pura falta de justiça social. E se não der para acreditar, basta irmos às ruas olhando aos quatro cantos e não aos nossos aparelhos de celulares, para vermos se alguém postou nova foto no facebook ou se chegou algum recado no whatsapp.   O custo para segurar a fome no mundo é menor do que o que se gasta em armamento ou para manter o ouro do Vaticano. Por conta do medo de declararmos nossas opiniões, silenciamos para não discutirmos razões. E, quando não estamos em guerra, não questionamos a ética, nem a incoerência, nem a ilegalidade. É isso que as academias ensinam? É isso que os PhD registram em suas teses?

Não encontramos nenhum muro que separa as pessoas que têm medo das pessoas que não têm medo, no entanto, a muralha da China separou os homens que falavam a verdade diante das atrocidades por divergências políticas e religiosas.  Sob as mesmas nuvens cinzentas vivemos todos nós, do Sul e do Norte, do Oriente ao Ocidente.

Os que trabalham têm medo de perder o trabalho, os que não trabalham têm medo de nunca encontrar um trabalho. Quando não temos medo da fome, temos medo da comida. Os civis têm medo dos militares, os militares têm medo da falta de armas e as armas descansam quando há falta de guerras. Há também, entre nós, quem tem medo de que o medo acabe. Nesse contexto que pode ser encaixada perfeitamente a Filosofia da vida, estamos nós, matando um leão por dia.

Profª Espª Alzira Jorri de Tomei, brasense.  Formação em Letras, Direito, Psicopedagogia.

 

 

 
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