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Escola Cacá do Brás festeja 104 anos PDF
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18-Set-2015


Eduardo Martellotta

 

Prestes a completar 104 anos de existência, a Escola Técnica Estadual (ETEC) Carlos de Campos, carinhosamente chamada de Cacá, continua oferecendo aos estudantes o curso de Modelagem de Vestuário, criado na fundação do local, em 28/9/1911 – mais tarde trazido de volta, e, ao mesmo tempo, convive com problemas sociais no seu entorno, como a presença constante de moradores de rua.

Na direção da Cacá está, desde julho de 2012, a professora Lucimeire Gonzaga de Oliveira, ex-aluna da Carlos de Campos nos anos 1980 no antigo curso de Decoração – hoje Design de Interiores, que atua como professora há 27 anos e já esteve nas Coordenadorias de Curso e Pedagógica. Ela disse, em entrevista ao Jornal do Brás, que seu mandato encerra em julho de 2016, podendo ser reconduzida por mais quatro anos por meio de eleição na escola, onde participam os professores, alunos e funcionários.

A profª Lucimeire, mais conhecida como Meire, informou que quase 1.800 alunos estudam na escola – a maioria oriunda de vários bairros da cidade e de municípios vizinhos. “Não é muito comum atendermos estudantes do Brás. A escola não é muito conhecida na comunidade do bairro, pois as pessoas não percebem que no meio das lojas existe a Cacá” – disse ela.

 

Enfermagem: maior procura

O curso mais procurado, segundo a profª Meire, é o de Enfermagem. Há ainda os cursos de Design de Interiores, Edificações, Nutrição e Dietética, Cozinha e Comunicação Visual por meio do Ensino Técnico Integrado ao Médio – ETIM (ministrado nos períodos manhã e tarde) e do Ensino Modular (tarde e noite). Mas ela reiterou que, mesmo com as suas origens na Escola Profissional Feminina, atualmente há uma procura tanto por homens como por mulheres, e que no curso de Edificações (período noturno) há uma procura maior pelo público adulto e masculino. A diretora ressaltou que no ETIM, o aluno, cuja faixa etária é 14 anos, tem a possibilidade de fazer o Ensino Médio junto com o Técnico, e já sai com formação profissional para a Faculdade (nível superior).

Mais informações podem ser obtidas no site http://www.eteccarlosdecampos.com.br/ ou pelo fone 3033-9263. Dia 26/9 tem a Feira das Nações na escola, das 11h às 17h.

Escola Feminina

Em 28 de Setembro de 1911 foi publicado o Decreto nº 2118-B, organizando e regulamentando as duas primeiras escolas profissionais da Capital: a Escola Profissional Feminina e a Escola Profissional Masculina. Ambas foram implantadas no Brás, bairro que, na época, vivia um período de intensa atividade fabril e comercial, com grande concentração de operários e imigrantes. “Existe uma história pitoresca de que os bailes de formatura eram feitos juntos para que houvesse pares” – lembrou a diretora Meire.

Formação do operário brasileiro

A Escola Profissional Feminina, atual ETEC Carlos de Campos, iniciou suas atividades em 11/12/1911. Através da implantação destas escolas profissionais, o Governo visava contribuir para a qualificação de mão-de-obra, atendendo às necessidades do setor fabril, tornando o operário brasileiro competitivo com o estrangeiro e educando o novo trabalhador com ordem, disciplina, devoção ao trabalho e elevado espírito patriótico, o que se considerava o oposto do trabalhador imigrante, influenciado por ideias libertárias e anarquistas.

A Escola Profissional Feminina instalou-se, em primeiro lugar, num antigo sobrado na rua Monsenhor de Andrade, já demolido, onde anteriormente funcionava o Colégio Azevedo Soares. Em 1930, o Governo do Estado construiu um novo prédio para a escola, de acordo com os preceitos de higiene, harmonia e beleza, com sua fachada em estilo neoclássico. A ETE Carlos de Campos funciona, até hoje, no mesmo endereço, no edifício construído nos anos 30 – rua Monsenhor Andrade, 798, esquina com a rua Oriente, e em uma outra ala, construída mais recentemente. O prédio foi tombado pelo Patrimônio Histórico – a escada, inclusive, é em degrau abaulado (em forma de curva) e nunca foi mexida. Segundo a diretora Meire, está em estudos pelo Centro Paula Souza e Condephaat uma restauração do prédio, que ganharia as mesmas cores originais da época da inauguração.

Finalizando a entrevista, Meire disse que a Cacá tem uma magia especial. “O aluno cria um laço com a escola. Temos muitos professores que estudaram aqui. É uma escola mágica” – ressaltou.

 

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Diretora Meire Gonzaga da ETEC Carlos de Campos

 

 

 

 

 

 

 

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Trabalho feito pelos alunos do curso Modelagem de Vestuário

 

 

 

 

 

 

 

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Busto de Carlos de Campos na entrada da escola

 

 

 

 

 

 

 

 

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Prédio atual da escola, em foto da década de 1930

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 
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