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EDIÇÃO 381 - 2ª quinzena de fevereiro/2020
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Jornal do Belém Ed 1 - 20/01/2020
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Audiência faz raio-x das ciclovias PDF
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06-Mai-2015


Eduardo Martellotta

 

Os vereadores da Comissão Permanente de Trânsito realizaram dia 29 de abril último na Câmara Municipal, Audiência Pública com o tema “Balanço das Ciclovias/Ciclofaixas”. Desde o início da gestão Fernando Haddad, elas vêm sendo alvo de debates por parte dos moradores e comerciantes. Alguns são contra e reclamam que elas estão sendo feitas sem qualquer planejamento e, apesar de novas, já estão com problemas em sua estrutura.

O vereador Ricardo Young disse que viu, por parte de representantes de ciclo-ativistas presentes na audiência, a falta de um posicionamento mais crítico. “Temos recebido aqui na Câmara muitas denúncias, sejam de ciclo-ativistas e cidadãos, de que não estão sendo construídas de forma adequada e que algumas têm sido superfaturadas” – disse Young.

O primeiro ciclo-ativista a fazer uso da palavra foi Daniel Guth do Ciclocidade. Ele disse que o processo cicloviário está incubado na cidade há décadas e a gestão Fernando Haddad se propôs a tirá-lo do papel da forma mais urgente e participativa. “Construímos diálogos bastante fortes entre os ciclistas e o poder público. A ciclovia da av. Paulista atende a uma demanda real importantíssima dos ciclistas. Nossa contagem (Ciclocidade) aponta mais de 1.000 ciclistas diários, numa avenida extremamente violenta. Ela tem todas as características topográficas adequadas ao ciclista”.

Daniel lembrou ainda que a ciclovia do Parque Ibirapuera foi a primeira planejada na cidade, em 1980. “Não é um programa desta gestão”, salientou, acrescentando que “as ciclovias têm que ser uma política pública de Estado, não somente do prefeito Fernando Haddad”.

 

465 km até o final de 2016

Também presente na Audiência Pública, Ronaldo Tonobohn, superintendente de Planejamento e Projetos da CET, disse, em sua explanação, que o programa cicloviário da cidade implantou 268,2 km de ciclovias e 465 km serão implantados até dezembro de 2016. Dentro do Plano de Mobilidade, informou, até 2030 a cidade poderá alcançar uma rede cicloviária de 1.500 km de vias de ciclofaixas/ciclovias. Atualmente está em início a construção das ciclopassarelas. “Reconhecemos que existem erros sim, mas eles serão corrigidos. A área cicloviária segue os princípios de segurança, ou seja, tirar o ciclista das situações de risco”.

 

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Reestudo das ciclovias no Brás e Pari

O vereador Adilson Amadeu disse ao Jornal do Brás na audiência, que as ciclovias na região do Brás, Pari e Canindé, foram feitas sem planejamento. “Pedi para o secretário de Transportes (Jilmar Tatto) rever tudo isso. Estão fazendo estudos para que nas ruas Rio Bonito, Araguaia e Gasômetro, consigam mudar alguns trechos. As empresas utilizam carga e descarga e não conseguem fazer isso”, explicou, informando que podem ser feitas alterações em horários, e que ele próprio está colhendo vários abaixo-assinados, os quais irá levar novamente ao secretário Tatto

 

 

 

 

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O vereador Toninho Paiva, presidente da Comissão, recomendou a Ronaldo que leve o projeto junto às escolas municipais e estaduais, para que os alunos tenham desde já a cultura de uso das ciclovias. “O Centro de Educação e de Treinamento da CET montou o curso Pedalar com Segurança, voltado à rede escolar do município, que ensina à criança e ao adolescente dicas de segurança, noções de código de trânsito e dicas de manutenção de bicicletas” – respondeu Ronaldo da CET

 

 

 

 

 

 

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Oportunidades de negócio, em Nova Iorque

Ao Jornal do Brás, Ronaldo Tonobohn da CET disse, a respeito de queixas de comerciantes de que as ciclovias do Brás e Pari prejudicam seus negócios, que essa não é uma realidade que se confirma em Nova Iorque, que segundo ele, se assemelha a São Paulo. “Foi feita uma pesquisa na 9ª Avenida, que é uma região de comércio. Depois da implantação da ciclovia lá, o comércio cresceu 39% no período de um ano, enquanto que nas vias do entorno, o crescimento foi de apenas 3%”. Ele concluiu informando que a ciclovia traz oportunidades de negócios novos. “O ciclista passa mais devagar na frente da loja e pode ver uma tabela de oferta que o motorista não vê. Se a loja tiver um paraciclo no seu interior para o ciclista deixar sua bicicleta, com certeza irá vender mais”.

Perguntado sobre a falta de usuários nas ciclovias do Brás e Pari, Ronaldo respondeu: “Isso é um mito. Sabemos que tem uma quantidade de pessoas que querem deixar seu carro e usar a bicicleta, mas não faz com medo da insegurança no trânsito. Está comprovado que é muito rápido ir de bicicleta, polui menos, é mais legal com a cidade”.

Ronaldo informou ainda que assim que for iniciada a construção do Corredor Celso Garcia (ele não informou quando vai acontecer) está prevista ciclovia junto ao corredor.

 

 

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Daniel Guth do Ciclocidade

 

 

 

 

 

 

 

 

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Tiago Benício, ciclo-ativista, disse que é preciso haver uma rede mínima de ciclovias na cidade. “Isso é uma descoberta no mundo. Os problemas das ciclovias são da administração pública de uma forma geral, não são desse ou daquele governo”

 

 
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