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QUALIDADE DE VIDA PDF
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05-Fev-2015
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Paciência: recurso para um ano difícil...

Marisa Moura Verdade

 

Tudo indica que 2015 será um ano difícil. O verão não trouxe as chuvas em quantidade suficiente para abastecer os estados do sudeste brasileiro.  A crise hídrica aprofunda, sacrificando a qualidade de vida dos milhões de habitantes da região.  Em termos nacionais, a longa estiagem implica riscos de “apagão” e de racionamento da energia elétrica. A situação socioambiental piora, além da corrupção que corrói o patrimônio da nação, estamos sobrecarregados com arrocho fiscal, aumento de tarifas públicas, inflação e desemprego em alta.  Como lidar com circunstâncias tão árduas, que prejudicam o nosso dia a dia? Em tempos de indignação, tensão e desconfiança, paciência é fundamental! Ela se contrapõe à ira e nos faz mais tolerantes diante das adversidades. No entanto, o que sabemos desta virtude, se ela é tão rara nos nossos dias? Estamos quase sempre apressados, preocupados, ansiosos... No mundo atual, aceleração é inerente ao cotidiano. Convivemos com avanços tecnológicos e crédito prontamente disponível, acostumamos com a tentação de consumir praticamente tudo o que queremos quase que imediatamente. Bom seria se vendessem paciência! Mas isso é impossível. Trata-se de um bem precioso, a ser cultivado e exercitado.   

Paciência é uma virtude porque se constitui como um valor desejável, capaz de enriquecer a apreciação ética da personalidade.  A palavra vem do latim patientia, deriva do verbo pati que significa sofrer, aguentar, resistir, suportar. Ser paciente supõe capacidade de admitir a espera, o atraso e a frustração sem revolta ou chateação. Paciente é aquele que sofre ou atura uma situação dolorosa ou desconfortável. Às vezes, confundimos paciência com passividade, insensibilidade ou indiferença, contudo, ela é uma forma ativa e intencional de autodisciplina, associada ao tempo da reflexão e da prudência.

Cultivar paciência é um modo benéfico de conviver com insatisfações, tensões e estresse. Pessoas pacientes administram melhor contratempos e restrições do cotidiano, o que repercute positivamente nas suas relações familiares e profissionais. Impaciência e raiva são associadas, criam problemas nos relacionamentos, principalmente por impedir o controle emocional. Frequentemente, a agressividade inerente à impaciência leva a desapontamentos e baixa estima. Nesses casos, o ponto fraco são as expectativas não correspondidas – o mundo não responde da forma imaginada, a realidade sempre contradiz os desejos, a frustração aciona a ira que impede a reflexão, disparando reclamações e repreensões mais facilmente.  A saída para quem é presa fácil da impulsividade raivosa é assumir a necessidade de ser paciente.  São muitos os benefícios da paciência: reduz o nível de estresse, melhora a compreensão do contexto e a tomada de decisões, alarga a compreensão de si mesmo e dos outros, desenvolve empatia e compaixão, amplia o entendimento e a apreciação do processo de amadurecimento psicológico e espiritual. A prática da auto-observação e do silêncio como pausa disciplinar cria um tempo indispensável para reavaliar as condições atuais e ouvir melhor os outros. Aposte na paciência como recurso para serenar o coração e a mente. O mundo externo continuará incomodando e machucando, mas a atitude interior muda quando semeamos os valores desta virtude.

 

 

Marisa Moura Verdade é Mestra em Educação Ambiental, Doutora em Psicologia, especializada em Psico-Oncologia. Autora do livro Ecologia Mental da Morte. A troca simbólica da alma com a morte. (Editora Casa do Psicólogo & FAPESP). E-mail: Este endereço de e-mail está protegido contra spam bots, pelo que o Javascript terá de estar activado para poder visualizar o endereço de email  

 
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