hostconect.net
Jornal do Brás Advertisement
Início seta Notícias Jornal do Brás seta Edição 259 seta Uma homenagem a eternizado Professor
14-Jul-2020
 
 
Menu Principal
Início
Edições Jornal do Brás
Notícias Jornal do Brás
Expediente
Links
Contato
Procurar
A História do Jornal
Jornalista Edu Martellotta
Cadastro de Empresas
Onde estamos
Campanha de Assinaturas
Jornal "O Braz"
Aniversário do Brás
Revista O Brazinha
Edições Jornal do Belém
EDIÇÃO 385 - 2ª quinzena de abril/2020
Image                                      

Jornal do Belém Ed 2 - 12/03/2020
Image  
Redes Sociais
Image


Jornal do Brás

 

Image

 

Jornal do Brás

 

 

Image

 

Tarde de Chá

Estatísticas
Visitas: 8223467
Flash de Notícias

Prezados Amigos,
Prezadas Amigas,


Permitimo-nos apresentar para sua apreciação, a primeira edição do Jornal do Belém, de portas abertas e páginas abertas à disposição dos moradores da região, empresários, autoridades, lideranças comunitárias e simpatizantes, com a mesma dedicação dos mais de 30 anos de nosso Jornal do Brás.
Ao ensejo, rogamos seu incentivo para essa nova bandeira da Região Brás/Belém.

Abraço Fraterno,
Milton George

 


 
Uma homenagem a eternizado Professor PDF
Classificação: / 0
FracoBom 
22-Out-2014


Seu nome, de alta grandeza, é um singular realce que exalta e glorifica o Centro do Professorado Paulista, na av. Liberdade, 928, lá denominado ainda em plena Vida.

Falamos do notável e imortal nome da Literatura Brasileira, Professor Sólon Borges dos Reis, que dedicou toda sua vida ao Ensino.

E agora, no Dia do Professor, absorvemos uma de suas lições, emocionante, como mensagem aos professores, no livro-relíquia editado em 1992 – Carrossel do Tempo - denominada:

 

Image

 

 

 

Sólon Borges dos Reis

 

 

 

 

 

 

Outra Classe

Vindas de quarenta lares diferentes,

foi diante de ti que se juntaram.

antes de se encontrarem

e se reunirem aqui,

nem se conheciam...

 

Cada uma era uma em cada casa,

no mundo do folguedo onde brincavam

e, enquanto brincavam,

esperavam,

e, enquanto esperavam,

cresciam...

 

Mas, nenhuma o perfil adivinhava ainda

da classe que mais tarde integrariam.

Foi contigo a primeira vez que se reuniram.

tu deste ambiente ao grupo ruidoso,

polarizaste todas as tendências,

as mais diversas, índoles distintas,

no denominador comum da mesma turma,

e sob a catalítica ação da tua presença,

num corpo unido aglutinaste todas.

E, pronta a classe,

tu lhe emprestaste a alma.

 

Um dia, partiram.

Mais cedo ou mais tarde,

há sempre um dia para partir...

Quando se foram, já não eram mais as mesmas

Levavam consigo a convivência

do cotidiano acrescentada,

quando se foram para sempre,

cada uma a cada casa.

E, submersa no inconsciente,

a estampa de um cenário inapagável

a acompanhá-las para a vida toda,

com a presença perene desse tempo

lá no fundo do peito radicada.

 

Tu também, por tua vez,

já não eras mais a mesma criatura,

presente em teus ouvidos a voz delas,

fixada em tua retina a imagem delas,

e, vincando para sempre o teu roteiro,

uma saudade delas...

 

Cada turma que passa modifica a gente

e deixa em nosso íntimo algo diferente...

parece que foi ontem mas faz tanto tempo!

Quantos anos se passaram!

Como se escoa o tempo tão depressa!

E a gente nem percebe. Olha

a rapidez como a folhinha se desfolha,

e, sobre a agenda ultrapassada,

o relógio impassível que não cessa.

 

Desde a primeira turma que partiu,

como todas as outras, descuidada,

quantas nos corredores já chilrearam,

movimentando o pátio em algazarra...

Quantos rostos novos te olharam com ternura,

quantos nomes ganharam o teu afeto

e com seus feitos

povoam hoje a tua memória

emaranhada em livros e cadernos.

 

Quando interrompes, vez ou outra, essa rotina

da tarefa de amor em que puseste a vida

à margem da fadiga da tua faina amiga,

ressurge uma saudade que magoa.

 

Dói, sim, lembrar as turmas que chegaram,

tímidas, hesitantes, curiosas,

um bando de andorinhas buliçosas,

e partiram, depois, despreocupadas.

 

Cuidas ouvir as vozes que se foram,

gritos, reclamações, as correrias,

cuidas rever até o ar de espanto

que às vezes tinham nas fisionomias.

 

Onde andarão agora essas crianças,

com suas perguntas inocentes

e ingênuas brincadeiras?

 

Que destino

as surpreendeu na vida, desde então?

As cabecinhas meigas que afagaste

já vão longe em seu caminho.

Cada qual seguiu seu rumo.

Que Deus lhes guie os passos.

 

Mas, deixaram contigo uma lembrança

que hoje, em surdina, é tua companheira.

 

Não sofras, no entanto, a pena de temer

que, se, um dia, as reencontrares,

não as reconhecerás.

Algumas, pode ser até que muitas,

encarregar-se-ão de te buscar,

porque nunca mais sairás do mundo delas.

 

Mas, esquece isso tudo, no momento,

e retorna ao presente, que é preciso.

 

Mais quarenta andorinhas vão chegar.

Outra classe, em seguida, vai entrar.

 

Aparta a névoa cinza dos teus olhos,

enxuga a lágrima que aponta.

 

As aulas vão recomeçar.

Há uma chamada nova à tua espera.

Estão nascendo rosas no jardim da escola...

 

Image

 

 

Professora Guimarães foi diretora durante 39 anos da Escola Romão Puiggari

 

 

 

 

 

 

Image

 

 

 

 

Professor Valdecir, diretor da Escola Eduardo Prado

 

 

 

 

 

 

 

 

Image

 

 

 

Professor Marco Antonio, diretor da Escola Padre Anchieta

 

 

 

 

 

 

Image

 

 

 

Professor Jurandir, diretor da Escola São Paulo

 

 

 
< Anterior   Próximo >
 
Top! Top!