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Domingos Paiva, pioneiro no tecido PDF
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09-Abr-2014

Nome enaltece rua do Brás

 

Eduardo Cedeño Martellotta

 

A rua Domingos Paiva, localizada no Brás, faz referência a Domingos de Paiva Azevedo, nascido a 12 de abril de 1817, em Salvador Fulgora, bispado do Porto em Portugal.

Domingos Paiva foi benfeitor e benemérito da Real Sociedade de Beneficiência Portuguesa, sócio fundador da Casa Paiva de Tecidos que funcionou em São Paulo nos séculos XIX e XX, na rua XV de Novembro, 6 – Centro.

A empresa se destacava pela grande quantidade de tecidos de algodão para vestidos, camisas e outros fins, tecidos de lã, casemira, tergal, atoalhado, rayon, entre outros.

 

Caridade

Homem caridoso, Domingos Paiva gostava de fazer donativos, conforme informava o jornal O Estado de S.Paulo em 9 de julho de 1884: “O sr. Domingos de Paiva Azevedo, honrado capitalista residente nesta cidade, ofereceu à Igreja de N. Senhora do Rosário, um sino do valor de cerca de 1.000$, o qual já foi colocado na torre da respectiva igreja”. O texto completava: “...tendo ido fazer uma visita à cidade do Porto, onde nascera, também doou à Igreja de freguesia de Fulgora, na dita cidade, um grande e rico relógio, o qual colocado na torre dessa igreja, tem ali prestado grande utilidade aos moradores da circunvizinhança...fez ele distribuir anualmente, aos pobres do lugar onde nasceu, soma nunca inferior à 4.000$, além de esmolas que constantemente faz à pobreza desta capital”.

Domingos Paiva foi casado com Claudina de Paiva Azevedo. Faleceu em São Paulo, em 27 de março de 1887.

 

Loja famosa no Centro

A história mostra que após o seu falecimento, a Casa Paiva continuou em funcionamento. Um anúncio da Casa Paiva na edição de 30 de abril de 1933, também publicado no jornal O Estado de S.Paulo mostrava que “como nos anos anteriores, um formigueiro humano, guiado pelo bom senso, afluirá na próxima terça-feira, dia 2, aos grandes armazéns da Casa Paiva, a fim de aproveitar as grandes vantagens e os preços baixíssimos, pelos quais serão oferecidos artigos de reputadas qualidades, na sua tradicional Liquidação de Inverno”.

A rua Domingos Paiva tem início na avenida Rangel Pestana, onde está o viaduto Maestro Alberto Marino, no número 66, e segue mais adiante, pelas estações Brás da CPTM e do Metrô, terminando no número 736, no cruzamento das ruas Palmorino Mônaco e Visconde de Parnaíba.

Em 1895 a rua já existia, conforme o Estadão noticiava, em 15 de fevereiro daquele ano, os alagamentos constantes na região. “Temos na rua Domingos de Paiva, nossos depósitos de gêneros. Estes depósitos fazem esquina com a rua Prudente de Morais...o caminho está intransitável...No tempo das chuvas, os proprietários das carroças não querem fazer conduções nem por altos preços, e o nosso comércio fica paralisado”, dizia reclamação de comerciantes da Domingos Paiva na época.

O logradouro, contudo, deve ter sido oficializado pelo Ato 769 de 14 de junho de 1915, que pela primeira vez regulamentou as ruas da cidade.

 

Curiosidade sobre Domingos Paiva

Um fato bem curioso sobre o comerciante Domingos Paiva, em meados do século XIX, está presente em “São Paulo antigo: 1554-1910”, de Antônio Egydio Martins:

“(...) o prédio de sobrado que faz frente para o Largo do Tesouro e para a Rua XV de Novembro pertenceu aos herdeiros de Felizardo Antonio Cavalheiro e Silva, falecido a 21 de janeiro de 1876, o qual, em 1852, mandou construí-lo, havendo o comerciante Domingos de Paiva Azevedo, a propósito da construção do prédio, dito ao mesmo Cavalheiro:
- Está fazendo o seu sobradão?
- Estou sim. Isso é para quem tem ânimo – respondeu o Cavalheiro.
-Ah! É para quem tem ânimo... pois vais ver um outro de três andares – disse o comerciante Domingos Paiva, que imediatamente deu as providências para ser feito o referido prédio, que ficou concluído em 1854 e, há cerca de 4 anos, foi demolido e construído no mesmo local o que ora existe, situado na Rua da Imperatriz, hoje XV de novembro, esquina da das Casinhas, hoje do Tesouro e onde está o Café Caruso.
O antigo prédio térreo que nesse lugar existiu e que, por capricho, o comerciante Domingos Paiva mandou demolir e construir o de três andares, pertenceu antes ao comerciante Bernardino Antonio de Azevedo, que foi nele estabelecido com loja de fazendas, fundada em 1812.”

 

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Início da Domingos Paiva nos baixos do viaduto Alberto Marino

 

 

 

 

 

 

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Aqui existia a Casa Paiva de Tecidos, na rua XV de Novembro, ao fundo na foto

 

 

 

 

 

 

 

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Anúncio da loja em 1933 no jornal O Estado de S.Paulo

 

 

 

 

 

 

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Estação Brás do Metrô

 

 

 

 

 

 

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Final da rua, na confluência com as ruas Visconde de Parnaíba e Palmorino Mônaco

 

 

 

 

 
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