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Só um pouquinho de História: eis a ponte do Braz passado ao Brás atual PDF
Classificação: / 1
FracoBom 
08-Abr-2014
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Alzira Jorri de Tomei

 

 

 

 

 

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O bairro do Braz era bem distante do centro. Bairro onde tudo de bom acontecia. Basta fechar os olhos e dar asas à imaginação. O cheiro de passado, de alegria, de tradição, história, fé, diversões, famílias, respeito, valores, união, parques, bailes, Natal, Páscoa, Festa de São João, saudades.   Braz é sinônimo de fascínio dentro de uma São Paulo que não se vê mais. De certa forma, sempre que passo por lá, procuro em cada pedaço das ruas: imagens, vozes, clima, um “não sei o quê” meu, que me dava sentido à vida, mas que hoje não vejo mais.  Sinto degradação, desvios, assim como se cortinas de um palco iluminado estivessem fechadas para sempre. Essa escravização de imigrantes latinos deteriora o passado, tira de mim a imagem que tenho das edificações importantes da industrialização paulista; alguns prédios antigos me fazem sentir o espírito de luta e esperança de desenvolvimento que havia no espírito europeu. Diante de tanta tecnologia, não é possível que se perca nosso Braz.  A dívida que São Paulo deve a esse bairro, não vejo como possa ser paga. Haja vista os mercados informais, a falta de segurança, transportes precários, atividades ilegais, mendigos abrindo o leque da marginalidade. O ponto de parada que era dos imigrantes, principalmente italianos, onde havia Hospedaria dos Imigrantes – vendedora dos sonhos das Américas, hoje passou a ser o ponto das drogas, da sujeira, da tristeza, da desesperança, do abandono.

Na Estação do Braz havia o encontro das culturas, hoje, contudo, nenhuma cultura se sente mais.

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Assim era a Porteira do Braz

 

 

 

A estação da Central do Brasil era a Estação Roosevelt. Ela foi fundada em 1875, ao lado da Estação Braz da São Paulo Railway. Inicialmente pertencia a Estrada de Ferro do Norte (ou Estrada de Ferro Rio – São Paulo), linha construída em 1869 por fazendeiros do Vale do Paraíba. Na verdade, esta estação pertencia a um ramal que em Cachoeira Paulista se encontrava com a Estrada de Ferro Dom Pedro II, que partia do Rio de Janeiro e chegava a Cachoeira Paulista. A Estrada de Ferro Dom Pedro II foi inaugurada pelo governo imperial em 1855. Foi chamada assim até a queda da monarquia em 1889, quando passou a ser denominada Estrada de Ferro Central do Brasil.
Assim, a estação Roosevelt, antes chamada estação Norte, era o início da viagem ferroviária até o Rio de Janeiro. O nome Roosevelt foi adotado em 1945.
Alguns memorialistas dizem que Brás Cubas tinha passado pela região do bairro e fundou uma vila.
Outros dizem que no local havia uma chácara pertencente a um filho da Marquesa de Santos, cujo primeiro nome era Brasílico e o apelido era Brás.
Neste terreno foi erguida no início do século 19 uma capela em homenagem ao Senhor Bom Jesus de Matosinho.

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Fechamento dos acessos e da travessia da linha férrea, quando da construção do viaduto sobre a Rangel Pestana

Alzira Jorri de Tomei, brasense, 57 anos, é Docente na Universidade Nove de Julho, formada em Letras, Direito e Gestão Administrativa e especialista em Psicopedagogia.

 


        

 



 

 
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