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24-Fev-2014
Eduardo Cedeño Martellotta

De aluna a diretora. Em entrevista ao Jornal do Brás, a diretora da Escola Estadual Romão Puiggari, Andrea Severino, de 43 anos, contou que a escola centenária foi contemplada recentemente com o projeto do Governo chamado PDDE – Programa Dinheiro Direto na Escola, no qual a Romão incentiva atividades sustentáveis como a coleta seletiva de lixo e uma horta.

Os alunos do 5º ano (antiga 4ª série) irão aprender a trabalhar com a horta – plantar, higienizar, cuidar e até consumir plantas, como temperos, verduras, chás e flores. A horta é do tipo suspensa, foi montada na parede com algumas calhas – é que por ser tombado o prédio, não pode ser feita abertura no chão. Pela coleta seletiva de lixo, foram instaladas lixeiras coloridas no pátio da escola. Com a atitude, Andrea espera evitar a entrada de pombos no local.

Ela informou ainda que, numa parceria com o Rotary Club Brás, acontece o Curso de Flauta todas as quartas-feiras no horário das 11h30 às 12h15 e das 12h15 às 12h50, com 18 alunos em cada grupo.

 

Falta de apoio do comércio local

“Nós não temos nenhum apoio da comunidade e dos comerciantes locais, somente do Rotary, da Igreja Bom Jesus do Brás e do SENAI”, lamentou Andrea. A explicação para essa falta de apoio dos lojistas do Brás é que, segundo ela, eles não sabem que lá existe uma escola que vai completar 116 anos no próximo dia 8 de agosto – a Romão Puiggari foi fundada em 8 de agosto de 1898. Outra razão para isso é que, por morar no Brás, Andrea tem notado que as lojas vizinhas à escola (cujo forte são as de fivela e couro) estão hoje meio decadentes. “Acho que é a situação do Brasil. Antigamente, na rua Piratininga, para se conseguir alugar um armazém, se pagava luva. Era uma disputa. Hoje você vê vários armazéns fechados com a porta ´Aluga-se´. E também no nosso país os professores e a educação de modo geral não são vistos com muita importância”.

Várias personalidades famosas passaram pela Romão Puiggari – antigamente chamada de Primeiro Grupo Escolar do Brás, entre elas o cantor e compositor Nélson Gonçalves, o radialista Heródoto Barbeiro e José Possi Neto, irmão da cantora Zizi Possi.

O SENAI Francisco Matarazzo cedeu o auditório para os festejos do final de ano e a Igreja Bom Jesus, por meio do padre Enivaldo Santos do Vale, deixa o espaço à disposição da escola para formaturas e festas.

 

Escola bem conservada

Na direção há quase três anos, Andrea atuou também como coordenadora por dois anos e meio, foi professora e estudou na Romão Puiggari do pré-primário até a oitava série, de 1976 a 1984.

A escola abriga 750 alunos do Ensino Fundamental, dos seis aos 10 anos de idade, nos períodos manhã e tarde. “Recebemos as crianças que vêm da EMEI João Mendonça Falcão e daqui encaminhamos para a Escola São Paulo (do Parque D. Pedro) e Escola Padre Anchieta”, contou Andrea. A fanfarra da escola está inativa no momento, mas existe a possibilidade de voltar.

Ela explica que o perfil de alunos mostra que eles, em sua maioria, têm somente mãe, que tem emprego no Brás. “Se a mãe perder o emprego aqui, a criança geralmente vai embora”, disse Andrea, acrescentando que no ano passado a escola perdeu muitos alunos por causa do fechamento da Feira da Madrugada.

Andrea lembrou que, quando chegou à direção, pegou a escola “bem redondinha”. Quando estudante, o lugar era muito decadente, faltava pintura. Na época do I Centenário da escola, em 1998, quando a professora Guimarães era diretora (existe uma placa na entrada da escola, em homenagem ao Centenário, uma iniciativa do Jornal do Brás com apoio de Adilson Amadeu, o Peixão Filho do Brás), foi feita uma reforma e a situação melhorou. Ela se recordou ainda que a direção da professora Maria Cristina também foi muito boa e a escola permanece muito bem conservada. 

 

Alunos de várias nacionalidades

Antes havia 50% de bolivianos, hoje esse número caiu para 30%, contou Andrea. Houve uma diversificação de alunos de outras nacionalidades: há alunos peruanos e até chineses. Os pais bolivianos, em sua maioria, trabalham nas oficinas de costura.

A convivência dos alunos brasileiros com bolivianos é boa, segundo ela. “Nunca tive problema de bullying e de discriminação”, relatou Andrea, que acha melhor lidar com os bolivianos, “porque eles têm muito respeito com os pais, mais do que os brasileiros”. “Os bolivianos têm mais disciplina, sua estrutura familiar é diferente da nossa”, disse.

 

Copa e Eleições

Este ano houve mudança na matriz curricular, entra História, Geografia e Ciências no 1º, 2º e 3º anos. “Vai ser interessante para trabalharmos a questão dos países e da diversidade cultural”, explicou Andrea, que vai abordar o tema Copa do Mundo na festa junina de 7 de junho.

A diretora acredita que 2014 será um ano conturbado, devido a várias interrupções com a Copa do Mundo e Eleições. “Temos que adequar o calendário porque as crianças perdem aulas, adequando com as reposições. Eu temo pelo que vai acontecer no País durante a Copa. Peço a Deus, paz e tranquilidade e que aconteça o melhor. Que o povo brasileiro tenha um comportamento de respeito e educação com as pessoas que vamos receber. Vamos demonstrar para o restante do mundo que somos civilizados e temos educação. Sobre as eleições, é preciso conscientizar as crianças desde cedo como se vota com consciência”, disse Andrea, finalizando a entrevista.

A escola fica na av. Rangel Pestana, 1.482 e atende pelo fone 3326-6571.

 

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Andrea Severino, diretora da Romão

 

 

 

 

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Prédio é tombado e encontra-se bem conservado

 

 

 

 

 

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A eterna professora Guimarães da Romão Puiggari, que trabalhou durante 40 anos no local

 

 

 

 

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Lixeiras da coleta seletiva instaladas na escola

 

 

 

 

 

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Placa criada pelo Jornal do Brás em 1998, ano do I Centenário

 

 

 

 

 

 

 

 

 
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