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07-Ago-2013


ImageAlzira Jorri de Tomei

Alguns documentos indicam que o bairro do Brás exista desde 1769. Tropas que tinham como destino o Rio de Janeiro, usavam esse bairro como passagem, além de outras regiões.

No final do século XIX e início do século XX foi construída ali uma hospedaria que receberia todos os imigrantes que chegavam ao Brasil pelo porto de Santos, e tinham como destino as cidades do interior de São Paulo. Esses imigrantes, principalmente italianos e espanhóis, marcaram suas tradições nesse local. 

ImageNa década de 50, porém, a Hospedaria do Brás passou a receber migrantes do Nordeste em sua maioria; chegavam à capital paulista com o sonho de construir uma vida melhor. No bairro encontravam trabalho na construção civil, em decorrência das novas avenidas e da estação do metrô. Os migrantes foram peças fundamentais para que o Brás se tornasse alavanca no processo de crescimento industrial e comercial do Estado. Hoje em dia, quem visita o Brás, repara que existe uma grande concentração de imigrantes bolivianos, em busca de melhor qualidade de vida, mas na verdade são explorados por coreanos, em troca de pouco, para que trabalhem em suas confecções instaladas no bairro. Dessa forma, o Brás se torna um lugar rico em memórias e histórias, que quase não são mais conhecidas pelas pessoas que delas fazem parte.

Seja citado na obra de José de Alencar ou Bernardo Guimarães, ou na passagem de grandes nomes como Fernando Henrique Cardoso, ex-Presidente da República, ou Romeu Tuma, Senador, o Brás tem importância sublime na cultura brasileira.  

ImagePelos meios de entrevistas e pesquisas, descobre-se que o bairro do Brás é subdividido em quatro partes, e cada uma delas possui um aspecto predominante. De um lado, os italianos e espanhóis, que lutam pela conservação de suas tradições, de outro, os nordestinos que conquistaram um espaço enorme com o comércio varejista e, além disso, os tão comentados bolivianos e coreanos.

O Brás tem um enigma particular, como se o tempo tivesse parado em alguns lugares.  O silêncio das ruas, à noite, traz aos descendentes dos imigrantes as vozes de seus ancestrais narrando histórias tristes e felizes. São vozes que ecoam cantando músicas italianas e espanholas e que lembram festejos, guerras, amores proibidos e divididos pela resistência em serem mantidas as suas raças, raízes, usos, costumes e tradições, que hoje, já não se sabe mais onde, nem em quem plantar.

Alzira Jorri de Tomei, brasense, é Profª de Sociologia e Língua Portuguesa. Formada em Letras, Direito e Gestão Administrativa e especialista em Psicopedagogia. Trabalha na Universidade Nove de Julho – UNINOVE.

 

 

 

 

 
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