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QUALIDADE DE VIDA PDF
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07-Ago-2013


A Feiura Imaginária

 

ImageMarisa Moura Verdade

 

Feiura imaginária é assunto importante para quem se olha no espelho e sempre fica infeliz com o que enxerga.   O nome científico da constante infelicidade com o corpo é TDC – Transtorno Dismórfico Corporal – distúrbio da imagem corporal que gera insatisfação permanente com a aparência física e, nos casos extremos, leva ao excesso de cirurgias plásticas. Na clínica psiquiátrica este quadro também é conhecido como Dismorfofobia (medo doentio de ser ou vir a ser disforme) ou Complexo de Quasímodo, referência às características físicas do personagem principal de um dos romances mais famosos de Victor Hugo – O Corcunda de Notre Dame.  O corpo deformado de Quasímodo causava repugnância nos outros, espelhando uma sensação muitas vezes descrita por pacientes que apresentam imagem corporal distorcida. 

Quem sofre de feiura imaginária enxerga imperfeições irreais. Diante de alguma anomalia física insignificante, a preocupação é acentuadamente excessiva. A angústia intensa prejudica o convívio social e o desempenho profissional. A maioria dos pacientes não procura ajuda psiquiátrica ou psicoterapia, porque a queixa sempre pressupõe um “defeito físico” a ser corrigido. Tanta infelicidade com uma aparência normal raramente é compreendida por familiares e amigos.  Na maioria das vezes, o transtorno é visto como vaidade exagerada, timidez demasiada ou dificuldade no relacionamento social. Os casos mais graves são de pessoas que se submetem a numerosas cirurgias plásticas, nunca se satisfazendo com o resultado das intervenções. Michael Jackson (1958 – 2009) é o exemplo mais famoso.

De modo geral, toda preocupação exagerada com o corpo sinaliza conflitos psicológicos relacionados à imagem corporal. A noção de imagem corporal refere à maneira como o próprio corpo é figurado na mente, determinando percepções, sensações e fantasias sobre si mesmo. Os pacientes do transtorno se sentem pressionadas a materializar no próprio corpo o ideal da cultura na qual se encontram. No entanto, a feiura imaginária é bem diferente das preocupações habituais com beleza e boa aparência.  Afinal, todos nós conhecemos momentos de baixa estima! De vez em quando lamentamos a barriga saliente, a celulite que teima em aumentar e as espinhas inconvenientes. Outras, implicamos com o formato do nariz ou das orelhas. Ninguém é perfeito - há sempre alguma parte do corpo a ser melhorada. Quando bem dosada, a vaidade melhora a autoestima e favorece relacionamentos sociais e profissionais. Não são conhecidas as causas determinantes do transtorno da imagem corporal, o incômodo com imperfeições físicas pode acontecer aos poucos ou se manifestar de repente.  Quando a procura do dermatologista ou cirurgião plástico é motivada por queixas focadas em defeitos insignificantes ou ilusórios, o mais prudente é investigar problemas referentes à autoimagem. Avaliação psicológica e acompanhamento psiquiátrico permitem evitar a compulsão por cirurgias plásticas. Nesses casos, mudança externa não é solução: nenhum bisturi é capaz de resolver essa infelicidade, pois a feiura é imaginária e o sofrimento é provocado por uma imagem corporal distorcida.

  

Marisa Moura Verdade é Mestra em Educação Ambiental, Doutora em Psicologia, especializada em Psico-Oncologia. Autora do livro Ecologia Mental da Morte. A troca simbólica da alma com a morte. (Editora Casa do Psicólogo & FAPESP). E-mail: Este endereço de e-mail está protegido contra spam bots, pelo que o Javascript terá de estar activado para poder visualizar o endereço de email

 

 
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