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Coronavírus - alerta sobre superdosagem de vitamina D

Mediante as notícias que associam a deficiência de vitamina D aos pacientes diagnosticados com a covid-19, endocrinologistas da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia Regional São Paulo (SBEM-SP) trazem esclarecimentos sobre a superdosagem desse hormônio.

“Não existem comprovações científicas, até o momento, de que a vitamina D deva ser utilizada para combater a covid-19. As superdosagens podem apresentar sérios riscos à saúde, como o aumento dos níveis de cálcio no sangue (hipercalcemia), que pode gerar calculose renal e perda da função renal. A hipercalcemia ainda pode trazer sintomas como fadiga, fraqueza muscular, náuseas e até anorexia, confusão mental e desidratação”, alerta o Dr. Sergio Setsuo Maeda, presidente da SBEM-SP.


   

 
Gás Carbônico asfixia e mata PDF
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04-Jun-2013
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Marina Dall’Anese*

 397, 398, 399, 400! Nas últimas semanas observamos uma verdadeira contagem “progressiva” da concentração de gás carbônico (CO2) na atmosfera, pois finalmente atingimos os fatídicos 400 ppm. Para esclarecer: partes por milhão (ppm) é uma unidade de medida de concentração que, neste contexto, significa que a cada 1 milhão de moléculas na atmosfera, 400 são de dióxido de carbono (CO2). Informação esclarecida, agora a pergunta: qual a importância desse fato?

Em 2007, o IPCC (Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas, na sigla em inglês) publicou seu quarto relatório sobre as mudanças climáticas globais. Neste documento havia a descrição de cenários futuros possíveis em consequência da elevação da concentração de gases de efeito estufa na atmosfera. Foi determinado que um aumento de 2°C na temperatura média da Terra já ocasionaria mudanças no clima global, como degelo de áreas congeladas e aumento do nível dos oceanos, mas que estas alterações ainda seriam “seguras” e que a humanidade seria capaz de se adaptar a elas.

A concentração de CO2 apontada como limite para que a elevação da temperatura global fique próxima aos 2°C era de 400 ppm! Devido à composição deste cenário é que a aferição de 400,08 ppm em uma estação de monitoramento no alto de uma montanha no Havaí é tão simbólica. A concentração de gases na atmosfera se altera de acordo com condições climáticas, portanto, é provável que em próximas medições o valor encontrado para CO2 seja abaixo de 400 ppm novamente, no entanto, isso não muda o fato de não termos reduzido nossas emissões de gases de efeito estufa a um nível mais seguro, como era esperado.

A elevação da temperatura média global é preocupante devido às conseqüências que poderá trazer, estas incluem diversos tipos de alterações no meio ambiente que afetarão diretamente a sobrevivência da humanidade, como mudanças nas épocas de colheitas de diversos alimentos básicos, migração de regiões costeiras que serão reduzidas pela elevação do nível dos oceanos, entre outras. É necessário refletir como se adaptar a essas mudanças, mas é mais premente agir para que essas transformações não sejam cada vez mais drásticas devido a um maior aumento da temperatura.

Estima-se que em algum momento do Piloceno - há cerca de 4 milhões de anos - a concentração de CO2 na atmosfera tenha sido maior que 400 ppm. Nesta época a temperatura era entre 2° e 3°C maior do que hoje, o nível dos oceanos estava cerca de 20m mais elevado e a vida na Terra era diferente de agora.

Antes da era industrial, quando se passou a utilizar os combustíveis fósseis como principal fonte de energia e, em consequência, quando as emissões de gases de efeito estufa aumentaram significativamente, a concentração de CO2 na atmosfera girava em torno de 215 ppm. De lá para cá, já é estimado um aumento de cerca de 0,8°C na temperatura média global. Além disso, o tempo de permanência de alguns gases de efeito estufa na atmosfera é elevado, o que significa que os níveis de concentração atingidos hoje continuarão impactando o clima por décadas.

Muitas discussões sobre o tema têm sido encabeçadas por órgãos internacionais, principalmente no âmbito da Organização das Nações Unidas (ONU). Constituídos por diversos países, esses órgãos tem a responsabilidade de delinear ações que possam reduzir as emissões de gases de efeito estufa e frear o aquecimento global. Esta não é uma missão simples e sua efetividade está atrelada ao envolvimento não só de governos, mas também de líderes industriais e de negócios, além da conscientização da sociedade civil - que tem o poder de pressionar esses tomadores de decisões a direcionar suas ações em prol do meio ambiente.

Muitos impactos poderão ser reduzidos, atrasados ou evitados através da mitigação das emissões. Esforços para a mitigação e investimentos nas próximas duas ou três décadas terão um grande impacto nas oportunidades de atingir níveis de estabilização da temperatura mais baixos. No entanto, adiar a redução das emissões irá dificultar a estabilização dos níveis e aumentar os riscos de impactos mais severos nas mudanças climáticas.

Uma das principais formas de mitigação das emissões é a utilização de tecnologias mais limpas, que emitam menos gases de efeito estufa do que tecnologias convencionais, como a substituição da matriz energética baseada em combustíveis fósseis pelo uso de biomassa. Quando esses projetos de substituição passam por processos de validação e certificação, são aptos a originar Certificados de Reduções de Emissões, conhecidos por créditos de carbono.

A utilização de créditos de carbono para a compensação ou neutralização das emissões de atividades cotidianas, como o funcionamento do escritório ou de sua casa, eventos e mesmo atividades industriais, incentiva a implementação de novos projetos que utilizam tecnologias mais limpas, representando uma colaboração efetiva no combate ao aquecimento global. Este é um exemplo de ação que pode ser realizada individualmente ou ser incentivada pelo mercado e por governos, podendo trazer grande impacto nas questões climáticas.

*Marina Dall’Anese, gestora ambiental pela USP, analista de negócios da www.neutralilzecarbono.com.br e consultora da www.greendomus.com.br  

 

 
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