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07-Abr-2020
 
 
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EDIÇÃO 383 - 2ª quinzena de março/2020
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Jornal do Belém Ed 2 - 12/03/2020
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Tarde de Chá

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Flash de Notícias

 

Marco Vinholi, secretário de Desenvolvimento Regional do Governo do Estado de SP 




Estamos em guerra contra um inimigo menor que uma semente de mostarda, invisível a olho nu, mas que não obstante representa um enorme desafio, não apenas para São Paulo e o Brasil, mas para o mundo. Este inimigo, contudo, está longe de ser invencível e nós o estamos combatendo dia e noite, com medidas sanitárias, econômicas, sociais e administrativas.  As batalhas pela frente são muitas, mas tenho convicção de que, com a ativa colaboração dos brasileiros de São Paulo, que entenderam a gravidade da situação e oferecem a sua cota de sacrifício pessoal, seguindo as recomendações das autoridades, seremos vitoriosos. 

 

 

 Nós do Governo do Estado de São Paulo confiamos que, com as medidas tomadas até aqui, e com outras que ainda virão, retomaremos as atividades normais do dia a dia o mais cedo possível. Nossa intenção é liberar a retomada das atividades o mais rapidamente possível, mas não podemos colocar a saúde da população em risco. A curva de disseminação da doença é ascendente, e por isso a recomendação é de isolamento social, com o mínimo fluxo possível de pessoas para que o sistema de saúde possa atender e cuidar de todos.  

 

 

Para que isso se torne realidade, o governo do Estado faz a sua parte. Por exemplo, liberamos para todos os 645 municípios paulistas R$ 311 milhões em repasses emergenciais para enfrentamento e contenção da Covid-19.  

 

 

Na semana passada, o Governador João Doria anunciou o repasse de R$ 40 milhões para municípios com menos de 100 mil habitantes. Somados aos R$ 218 milhões confirmados para outras 79 cidades com população maior do que esta, além de outros R$ 50 milhões para a Capital, o total representará efetivos investimentos na aquisição de insumos hospitalares, montagem e operação de hospitais de campanha, como o do estádio do Pacaembu e do Anhembi, na Capital, bem como em centros de referência para atendimentos de baixa e média complexidade nas cidades menores do interior e do litoral.  

 

A orientação para munícipios com até 300 mil habitantes é a criação de um centro de referência de combate ao Coronavírus, com primeiro atendimento, consulta e testes, sem a previsão de leitos. Para municípios maiores, a orientação é a criação de hospitais de campanha, com leitos. Os municípios contam com flexibilidade para a utilização dos recursos, o Estado entende que cada região conhece melhor as suas dificuldades e peculiaridades e pode utilizar o método mais apropriado no enfrentamento da doença.  

 

 

Os valores anunciados já começaram a ser transferidos aos municípios no dia 30 de março. 

 

 

Esta estratégica permitirá que os leitos de terapia intensiva (UTI) estejam liberados para os pacientes em estado grave. Medidas de assistência social, como a abertura dos restaurantes Bom Prato inclusive nos fins de semana, também fazem parte das ações governamentais. Bem como a distribuição de 140 mil kits de alimentação para caminhoneiros, que tem apoio de empresas concessionárias e será realizada em 43 pontos de 19 rodovias que operam sob regime de concessão. A medida vai se estender até o dia 30 de julho. 

 

 

No âmbito da Secretaria de Desenvolvimento Regional (SDR), temos realizado diariamente videoconferências com municípios das 15  Regiões Administrativas do estado para esclarecer, informar e debater com os prefeitos e os secretários municiais de saúde as medidas de enfrentamento da pandemia, sanando dúvidas sobre os procedimentos adotados e abordando a situação de saúde local.  

 

 

Além disso, autorizamos repasse de R$ 100 milhões para mais de 300 Santas Casas e  hospitais municipais. O Governador criou ainda uma força-tarefa de logística e transportes para garantir o funcionamento da malha rodoviária paulista e, consequentemente, todo o sistema de escoamento de produtos durante o período da pandemia. O objetivo é facilitar a circulação de mercadorias e garantir a segurança dos profissionais que trabalham nesta cadeia econômica, que não pode ser interrompida. 

  

Finalmente, vale lembrar a ampliação da rede de testes para o novo corona vírus no Estado; reforçaremos a rede de exames com as unidades regionais do Instituto Adolfo Lutz, situadas em Santo André, Sorocaba, Ribeirão Preto, Bauru e São José do Rio Preto. Elas estarão habilitadas a processar amostras, com capacidade de 500 exames por dia, podendo chegar até mil. Nesta semana ainda, chegam 20 mil kits de testes importados e 10 mil enviados pela Fiocruz, que serão distribuídos entre o Instituto Adolfo Lutz e outros laboratórios credenciados. 

 

Vamos retomar nossas atividades de sempre o mais cedo que for possível, mas a recomendação ainda é de isolamento social para que possamos cuidar de todos que precisarem. Não tenham dúvida, vamos vencer esta guerra! 

 
São Paulo, uma volúpia aos 459 anos PDF
Classificação: / 2
FracoBom 
30-Jan-2013

Eduardo Cedeño Martellotta

Cidade mais populosa do Brasil, quarta maior aglomeração urbana do mundo, com 11.376.685 habitantes (Estimativa IBGE – 2012), São Paulo completa 459 anos de história no dia 25 de janeiro.

História essa que começou nos idos de 1553, ocasião em que os padres José de Anchieta e Manuel da Nóbrega subiram a Serra do Mar, para a busca de um lugar seguro a fim de se instalarem e catequizarem os índios. Os religiosos, quando aqui chegaram, encontraram o lugar de "ar frio e temperado como a Espanha" e "uma terra mui sadia, fresca e de boas águas".

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Pateo do Collegio. Aqui foi fundada São Paulo

 

 

 

 

Os jesuítas erguem um barracão de taipa de pilão, em uma colina alta e plana, localizada entre os rios Tietê, Anhangabaú e Tamanduateí, com a anuência do cacique Tibiriçá, que comandava uma aldeia de guaianases nas proximidades.

A 25 de janeiro de 1554, dia em que se comemora a conversão do apóstolo Paulo, o padre Manuel de Paiva celebra a primeira missa na colina. A celebração marcou o início da instalação dos jesuítas no local, e entrou para a história como nascimento da cidade de São Paulo. Dois anos depois, os padres erguem uma igreja – a primeira edificação duradoura do povoado. Em seguida, ergueram o colégio e o pavilhão com os aposentos. Destas construções originais, resta apenas uma parede de taipa, onde hoje encontra-se o Pateo do Collegio.

Os primeiros passos de São Paulo

São Paulo assistiu a um longo período de estagnação em seu crescimento econômico, durante 300 anos.

Por decreto do “El Rey” D. João VI, em 8 de junho de 1818, é fundado o bairro do Brás.

O empobrecimento de São Paulo acabou a partir da chegada dos imigrantes europeus, que se instalaram na Hospedaria dos Imigrantes (atual Museu da Imigração), fundada em 1882 no Bom Retiro, mudando-se para o Brás, em 1885.

 

O café e a chegada dos europeus no Brás

Vindo do Rio de Janeiro, o café começou a ser extensivamente cultivado em São Paulo, sobretudo na região do Vale do Paraíba. Em 1850, o café já era o principal produto exportado por São Paulo. 

Após a promulgação da Lei Eusébio de Queirós e a consequente abolição do tráfico negreiro, ocorrida em 1850, os escravos negros tornaram-se escassos e cada vez mais caros. Para substituí-los, começaram a chegar os imigrantes, sobretudo italianos. Um número significativo desses imigrantes fixou-se na própria capital, empregando-se nas primeiras indústrias que se instalavam nos bairros do Brás e da Mooca, a partir de investimentos provenientes dos lucros obtidos pelos empresários do setor cafeicultor.

A partir daí, a chegada dos imigrantes europeus fez com que São Paulo pulasse dos 31.385 habitantes em 1872 (data do primeiro censo nacional), para 239.820 em 1900.

Estação Brás e vinda de nordestinos nos anos 50

Em 16 de fevereiro de 1867, é inaugurada a Estação "Braz" pela São Paulo Railway – SPR. Alguns anos mais tarde, em 6 de novembro de 1875 a Estrada de Ferro do Norte (antecessora da Estrada de Ferro Central do Brasil) construiu sua estação terminal ao lado da estação da SPR, que se chamava Estação do Norte. Em 1945 teve seu nome alterado para "Roosevelt", em homenagem ao presidente americano Franklin Roosevelt, morto naquele ano. Começam a chegar os nordestinos.

População do Município de São Paulo – 1872 a 2012

Ano

População

1872

31.385

1890

64.934

1900

239.820

1920

579.033

1940

1.326.261

1950

2.198.096

1960

3.781.446

1970

5.924.615

1980

8.493.226

1991

9.646.185

2000

10.434.252

2012

 

11.376.685 

 

Fonte: IBGE, Censos Demográficos

  

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Parque D.Pedro II e a antiga sede da Prefeitura (Palácio das Indústrias, que hoje abriga o Museu Catavento), em imagem noturna, com o Pari ao fundo

 

 

 

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Marginal do Rio Pinheiros

 

 

 

 

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Edifício Itália e as curvas do Copan, projetado pelo saudoso Oscar Niemeyer

 

 

 

 

 

 
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