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Dona Estefânia e o Coronel Nô Lima PDF
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13-Out-2008


Joaquim Cavalcanti de Oliveira Lima Neto

 

Minha avó paterna era muito evoluída para a época. Nasceu em 1885 no mesmo ano do seu marido. Fumava charutos. Ensinou o vício aos netos. Seu marido comprava para ela, embora fosse contra. As baforadas que dava mandava para seus filhos distantes com muitas saudades. Dei um imenso charuto do Corinthians quando ele foi Campeão do Quarto Centenário do Estado de São Paulo. Ela ficou muito feliz, mas nunca fumou. Ela me amava muito! Salvou um náufrago na Baia da Traição em Mamanguape, onde nasceu. Nadava muito bem!

Seu pai era contra o seu casamento com o primo. Ela fugiu a cavalo com o seu futuro marido e uma comitiva. Ficou em uma fazenda de um importante político até o seu casamento na vila de Araúna, Província da Paraíba.

Seu marido tinha um temperamento inverso, era muito sério e quase não ria. Ela era o sorriso em pessoa, completaram mais de setenta e cinco anos de casados.

Residiram muitos anos no Jardim do Mundo, nome que Pereira da Silva, poeta da Academia Brasileira de Letras, deu ao povoado.

Quando voltavam de uma viagem eram recebidos por banda de música e havia o beija mão. Eram padrinhos de todos.

Já idosos foram morar em João Pessoa na avenida Epitácio Pessoa e depois em Manaira, praia de Tambaú.

Visitaram Araçatuba, ela adorou a viagem marítima, ele enjoou muito. Achou a cidade linda! Visitou a Granja Yuba, o maior aviário do País em Pereira Barreto que tinha um balé lindíssimo.

Formaram um casal que viveram a vida inteira de extrema felicidade e eu tenho grande orgulho de ser neto deles.

 

Joaquim Cavalcanti de Oliveira Lima Neto é advogado, escritor e diretor fundador do Museu do Brás.

 
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