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QUALIDADE DE VIDA PDF
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26-Nov-2012
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Quando o mau-humor é doença

Marisa Moura Verdade

O mau-humor tomou conta da sua vida? Há dois anos, pelo menos, a irritação e o pessimismo são suas reações habituais, inclusive diante de situações que outras pessoas consideram agradáveis? Diariamente, desperta com sensação de cansaço e desesperança?  Seu apetite apresenta alterações significativas para mais ou para menos? Seus relacionamentos estão desgastados por discussões ou distanciamento emocional? O convívio social é cansativo e desinteressante, de tal maneira que você evita trabalhar em equipe e prefere não conversar com as pessoas? Enfrenta alguma dificuldade na realização de tarefas que a maioria considera simples?   Sofre de insônia ou tende a dormir demais? Se os estados mencionados fazem parte da sua rotina, cuidado! Irritabilidade, amargura e negativismo persistentes são indicativos de um distúrbio afetivo denominado Distimia - a Doença do Mau-Humor.

Distimia é um tipo de depressão moderada e permanente. Os sintomas incluem baixa energia e canseira, dificuldade de concentração e perda da motivação. Pessoas distímicas apresentam dificuldades de relacionamento, autoestima prejudicada e autocrítica elevada.  Geralmente, reclamam de tudo e têm uma perspectiva negativa da vida e dos acontecimentos. O mau-humor crônico não costuma ser visto como um problema de saúde, em geral é avaliado como característica de personalidade e temperamento difícil.  Mau-humor recorrente implica distorção na avaliação afetiva da vida, incapacidade de elaborar uma apreciação prazerosa da existência. O distúrbio tanto pode aparecer na infância como numa fase tardia da vida. O mais comum, porém, é se manifestar na adolescência. Estudos estatísticos sinalizam que pessoas distímicas desenvolvem simultaneamente episódios de depressão grave.

A maior dificuldade referente à Distimia é reconhecer que mau-humor recorrente é um problema de saúde, precisa de acompanhamento médico e psicológico. Diagnóstico precoce e tratamento adequado são de extrema importância, uma vez que de 15% a 20% dos pacientes nutrem ideias suicidas. O humor depressivo estimula o uso de drogas lícitas e ilícitas, e de tranquilizantes. Entretanto, os enfermos raramente procuram ajuda. E quando procuram o médico, apresentam queixas indefinidas: torpor, mal-estar, desânimo e fadiga. Pacientes distímicos muitas vezes são tensos, rígidos e resistentes às intervenções terapêuticas, mesmo comparecendo regularmente às consultas. O tratamento associa antidepressivos com psicoterapia. A medicação corrige a disfunção biológica, mas o enfermo precisa aprender novas possibilidades de reação afetiva, inclusive para restabelecer relacionamentos familiares e sociais prejudicados pelo humor depressivo.  Se você vive de “cara amarrada” e está descontente com tudo e com todos há mais de dois anos, tenha certeza: isso não é normal. Procure assistência médica e psicológica, consciente de que aderindo ao tratamento poderá recuperar a alegria de viver!

 

Marisa Moura Verdade é Mestra em Educação Ambiental, Doutora em Psicologia, especializada em Psico-Oncologia. Autora do livro Ecologia Mental da Morte. A troca simbólica da alma com a morte. (Editora: Casa do Psicólogo & FAPESP)

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