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Farabulini traz filho para continuar missão PDF
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10-Set-2008

Tradicionalista na história política de São Paulo, Farabulini Jr apresentou em sua casa, dia 10 de agosto último, seu filho Ricardo Farabulini, que deu uma entrevista ao Jornal do Brás, falando sobre seus projetos ligados a diversos setores da sociedade.

Ricardo Farabulini tem 47 anos, é delegado de Polícia e professor universitário de Direito Penal há 18 anos. Começou na vida pública cedo, como secretário particular do prefeito Jânio Quadros. Na campanha de Jânio, Ricardo, então com 24 anos, foi presidente da Juventude Janista. Atuou ainda como diretor de recursos humanos da CMTC. Candidatou-se a vereador em 1992, obtendo 8.000 votos na Capital, ficando como terceiro suplente do PMDB na época.

 

POLÍTICA

Ele começou falando sobre Política, assunto mais comentado no momento, devido à proximidade das eleições.

Ricardo relatou a existência de uma verba de gabinete de vereadores na Câmara, que estaria em R$ 70.000 por mês. Indignado, quer a extinção desta verba. “Caixa Dois, é valor que entra por fora”, disse ele. Como são 55 vereadores, dá um total de R$ 4 milhões. Cada vereador ganha ainda R$ 9.300 de salário e mais R$ 3.000 para contratação de funcionários. “Isso é espúrio. Quem paga tudo isso é o contribuinte. Gostaria que esta verba fosse revertida para a construção de creches”.

Segundo ele, existe um projeto em tramitação, que tem apoio da Associação dos Magistrados, no Congresso, estabelecendo a questão da ficha limpa para os candidatos.

“Não há a possibilidade de candidato que rouba, estoura, arrebenta, enche o bolso e depois vai gastar tudo na campanha”, garantiu ele, que tem 20 anos de Polícia, quase 30 de vida pública desde Jânio Quadros.“Só assim que pode se fazer uma limpeza política em São Paulo e no Brasil. Em Brasília, tramita outro projeto que diz o seguinte: se o cidadão tiver uma condenação, em primeira instância, já fica impedido a concorrer a cargo público”.

Ricardo Farabulini apóia a candidatura de Geraldo Alckmin, por ser “honesto e de absoluta confiança”.

 

SEGURANÇA

Ele também almeja montar um Fórum de Debates, para projetos do Código Penal de endurecimento da lei, principalmente a reversão à revisão da Lei de Crimes Hediondos (8.072 de 1990). “Estes criminosos, com 2/3 da pena, já vão do regime fechado para o semi-aberto”, questionou. E garante que isso também é de competência do vereador. “O vereador pode, através de moção, pedir ao presidente da Câmara Federal, levando uma comissão de vereadores na Câmara, a revogação dessa lei e o endurecimento da lei penal”, disse ele, que lembrou o feito do ex-prefeito de Nova York, Rudolph Giuliani, que reduziu a criminalidade com o endurecimento da lei penal (política de tolerância zero). “Ele melhorou a estrutura salarial da polícia”, reforçou. São Paulo é o último Estado da Federação em salários na Polícia, de acordo com ele.

Ricardo é a favor da redução da maioridade penal para 16 anos, no mínimo. Na França, diz ele, um criminoso de 12 anos é severamente punido.

 

LEI SECA

Ricardo acha a Lei Seca ótima, mas ele quer que haja uma opção para o cidadão pegar táxi ou transporte com preço mais acessível. Como foi feito em Toronto, recordou ele.

 

FACULDADE MUNICIPAL

Perguntado sobre Educação, acha que é necessária fiscalização nas escolas para poder atender à população com relação às vagas. “Se for o caso, pedir a construção de mais escolas municipais”. Ele tem em mente a criação de uma Universidade Municipal para aqueles provindos das escolas públicas.

 

TRANSPORTE MAIS DINÂMICO

Ainda na entrevista, Ricardo falou sobre o transporte público, assunto que conhece muito bem devido ao seu período na CMTC. Ele quer a restatização da CMTC, e principalmente a revisão da legislação do uso do solo urbano. “Não há um planejamento de escoamento viário na construção”.

Em 1986, lembrou ele, já se falava em privatização dos transportes. O então prefeito Jânio Quadros era contrário a isso. Ricardo Farabulini ainda recordou que numa reunião de diretoria na CMTC, também tinha a mesma posição, por três motivos: privatização não vai melhorar o transporte público, a passagem não vai ficar mais barata e só vai servir a empresários. “A empresa pública não foi feita para dar lucro. E sim, ser bem gerenciada e prestar bons serviços”, disse ele, que até hoje é contra qualquer privatização. “Isso é decretar a falência total do poder público”.

A opção é um transporte público de qualidade. “O londrino vai ao trabalho de ônibus. O nova-iorquino de táxi, que é mais barato do que em São Paulo”.

 

LAZER PARA A POPULAÇÃO CARENTE

Ricardo Farabulini disse ainda que não existe lazer na cidade, sobretudo para a população da periferia. “Será que é tão difícil construir Centros Esportivos em São Paulo?”, desafiou.

 

VASSOURA NA SAÚDE

Sobre Saúde, ele é a favor de uma Comissão Especial fazer uma fiscalização em todos os setores da saúde municipal. “Para que se saiba, na verdade, porque não funciona a saúde em São Paulo”.

 

A PALAVRA DO PAI

O pai de Ricardo é o conhecido janista histórico Farabulini Junior que, ao fazer o uso da palavra, lembrou que “não há corrupto sem que haja o corruptor. O corrupto é produto do corruptor. E o corruptor é sempre a chefia do executivo. Se houver um chefe do executivo firme, corruptos não haverão”, completando que a maioria dos vereadores e os deputados quer ser eleita para obter vantagens. “É a primeira coisa que um representante do povo faz. A corrupção é a mãe da pobreza”, completou Farabulini Jr.

Ele também apóia Alckmin, que para ele, é o “candidato à altura das necessidades morais de São Paulo”. Farabulini Jr atuou com ele como deputado no Congresso.

Em 1953, Jânio Quadros era vereador. Naquela época não havia vantagens pessoais, recordou. “Hoje Jânio pode servir de exemplo aos mais jovens, como foi Washington Luís, por quem ainda sou aficcionado”. Farabulini Jr finalizou a entrevista lembrando de um fato interessante para a região Brás: quando Getúlio Vargas deixou o poder, o ex-presidente Washington Luís despontou na Estação de trem do Brás, voltando do exílio.

 

 
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