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EDIÇÃO 385 - 2ª quinzena de abril/2020
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Jornal do Belém Ed 2 - 12/03/2020
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Prezados Amigos,
Prezadas Amigas,


Permitimo-nos apresentar para sua apreciação, a primeira edição do Jornal do Belém, de portas abertas e páginas abertas à disposição dos moradores da região, empresários, autoridades, lideranças comunitárias e simpatizantes, com a mesma dedicação dos mais de 30 anos de nosso Jornal do Brás.
Ao ensejo, rogamos seu incentivo para essa nova bandeira da Região Brás/Belém.

Abraço Fraterno,
Milton George

 


 
Pari completa 431 anos sem comemoração PDF
Classificação: / 1
FracoBom 
23-Nov-2011

Eduardo Cedeño Martellotta

 

O Pari, conhecido como o bairro doce de São Paulo, completou 431 anos no último dia 9 de novembro. Infelizmente, poucas pessoas no bairro lembram dessa data.

Responsável por abrigar numerosas fábricas e depósitos de doces no passado, oriundos de imigrantes portugueses, o Pari está cravado entre os rios Tamanduateí e Tietê, e tem uma história interessante em torno do seu nome: pari era uma cerca de taquara ou cipó, armadilha estendida de mar a mar para pescar peixes. No caso, eles eram pescados principalmente nos rios Tietê e Tamanduateí, que ficavam próximos e eram rios piscosos, próprios para a instalação de "paris". Constituído essencialmente por pescadores, seus habitantes eram formados por índios, portugueses e mamelucos. Situado em uma região de alagamentos, o Pari foi uma parte importante para a sobrevivência e o crescimento da cidade durante seus primeiros séculos, enquanto a alimentação dos moradores era resultado da pesca.

Em entrevista ao Jornal do Brás, o pároco da Igreja Santo Antônio do Pari, Frei Gilmar, conta que muitas famílias têm hoje o Pari como referência, mesmo não morando no bairro. “As pessoas ainda cultivam um carinho muito grande pelo bairro”, diz ele, acrescentando que a comemoração pode servir para que as autoridades olhem com mais carinho pelo Pari. “Algumas ruas do Pari são escuras”. Outras preocupações são as calçadas deterioradas, a coleta de lixo e a insegurança, esta devido a Feira da Madrugada. “O bairro está se transformando cada vez mais num bairro comercial”, diz Frei Gilmar, favorável à construção de uma estação do Metrô no Pari.

 

Esporte nos clubes e bons amigos

Nascido e criado na “República dos Estados Unidos do Pari” há 62 anos, Antonio Carlos Gaba, conta que, para ele, o bairro é um dos melhores da Capital. “O Pari é muito gostoso, tem muito esporte nos clubes. Tenho bons amigos aqui”, gaba-se Gabinha, ex-presidente do Estrela do Pari. Ele lembra que, com a chegada dos bolivianos, a partir da década de 1990, foi por meio do Jornal do Brás que a comunidade boliviana passou a se reunir aos finais de semana na Praça Kantuta, e não mais na Praça Padre Bento, o que gerava protestos. Mas, para ele, o Pari perdeu sua característica de bairro doce. “Morador do bairro não tem mais espaço para estacionar seu carro. Faltam estacionamentos”, reclama. Outro problema é que caminhão parado na porta deixa o morador descontente, fazendo com que migre para a Vila Maria e Vila Guilherme. “Eu amo pra caramba este lindo bairro”, finaliza Gabinha.

 

Família Tempone

Sucessor de uma tradicional família do Pari, Sérgio Tempone é dono do Restaurante Tempone, da rua Rio Bonito, 1.421. Ele lembra, com enorme saudade, da Padaria Brasil, de seu avô, Domenico Tempone. No local hoje está a Casa Forte. O restaurante surgiu há 44 anos como bar de aperitivos. “Só haviam residências, fábricas e depósitos de doces no Pari”, recorda-se Sérgio, que trabalha no restaurante com a esposa Vera Lúcia e os filhos Márcio e Marco. “Tem muitas famílias que mudaram do bairro mas continuam frequentando aqui, pela sua história”.

 

Saída de moradores

Delegado titular há 20 meses do 12º DP da rua Rio Bonito, 950, o Dr Eder Pereira e Silva confirma o êxodo dos moradores do Pari.  “A população é muito carinhosa e educada, mas está saindo do bairro, pelo aumento do comércio. Procuramos dar a tranquilidade aos moradores”.

 

Moradora fiel do Pari

Marlene Martins Capela nasceu, foi criada, cresceu e estudou  no Pari, e tem um carinho especial pelo bairro. Ainda mora no Pari.

Ela lembra o recente caso de uma antiga moradora que teve sua casa derrubada, de um dia para o outro, para dar uso a um prédio comercial. “A casa começou a rachar”, explica Marlene.

Hoje os imóveis do Pari estão mais valorizados do que os do Morumbi, acredita ela, que administra a Boutique Cigana, loja existente no Pari desde 1976, na rua Rodrigues dos Santos. “Aqui tem uma história de vida”. Marlene lembra que o entorno inteiro tinha imóveis do seu pai, o saudoso Manoel Dias Capela.

Ela não gosta do esvaziamento do bairro a partir do final da tarde e do barulho na Feira da Madrugada. Apesar disso, Marlene não quer sair do bairro. Outro fato que a incomoda é que o Pari deixou de ser um bairro familiar. Outrora, acendia-se fogueiras nas festas juninas e sentava-se nas calçadas para conversar. Tudo isso acabou. “Os vizinhos não olham mais para a cara do outro”, lamenta ela.

 

Cronologia do Pari

1867 – inauguração, pela São Paulo Railway, do Pátio Pari (pátio de manobras dos trens)

Início do século XX – vinda de um grande fluxo de imigrantes europeus

1908 – para tentar acabar com os constantes transbordamentos nos arredores do rio Tamanduateí, a Prefeitura mandou solevar uma grande extensão da várzea do rio. Foram cobertos com dois metros de terra as planícies do Brás, passando por Pari, até a Mooca.

2 de fevereiro de 1914 – fundação da paróquia Santo Antônio do Pari

3 de fevereiro de 1919 – início das atividades do Colégio Bom Jesus do Pari

Década de 1940  - sírios e libaneses passam a integrar o bairro

Década de 1960 – o Pari passa por um processo de degradação e esvaziamento populacional

1978 – fundação do Colégio da Polícia Militar

Década de 1980 – bairro passa a abrigar um grande contingente da colônia coreana

1984 – fundação do Colégio Saint Clair

Década de 1990 – o Pari começa a receber um grande número de imigrantes bolivianos

Início do século XXI – atualmente o bairro do Pari é conhecido como um dos maiores polos da indústria de confecções do país, sendo visitado diariamente por consumidores vindos de diversas regiões do Brasil e até do exterior, para adquirir confecções e produtos de vestuário nas centenas de lojas que comercializam tanto no atacado como no varejo, localizadas principalmente nas ruas Silva Teles, Maria Marcolina, Oriente entre outras, se estendendo até o bairro do Brás, formando com o comércio deste bairro vizinho um único centro comercial. A av. Vautier especializa-se no comércio de utilidades domésticas.

 

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Ex-fábrica da Tostines

 

 

 

 

 

 

 

 

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Frei Gilmar

 

 

 

 

 

 

 

 

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Trabalhando há 17 anos no Pari, o carteiro Edivaldo gosta muito do bairro. Sobre a mistura de povos, ele pede mais respeito. “O pessoal que vem de fora, às vezes quer ser mais do que a gente, que moramos há muito tempo aqui”, reclama.

 

 

 

 

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Saudades da Confiança

“Quando criança, estudava no Grupo Escolar Eduardo Prado, e ao sair da escola, eu e alguns amigos, íamos até a fábrica da Confiança na rua Alexandrino Pedroso esquina com a Vautier, pegar umas balinhas e biscoitos grátis. A Confiança tinha uma bandeja grande sobre o balcão para os fregueses experimentarem seus produtos. Nós, crianças, aproveitávamos... Claro que eles sabiam. Desde aquela época, 1963, 1964, 1965... os proprietários já aplicavam o então desconhecido marketing” – Pedro Nastri

 

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A cabeleireira Edinete Braga, 55 anos, mora há oito anos no Pari, e optou em se estabelecer no bairro, para estar mais perto do seu trabalho. “Só não gosto do Pari no final de semana, por se tornar muito pacato. Falta área de lazer e mais cuidado com a Praça Padre Bento, que há dez anos era mais bonita”.

 

 

 

 

 

 

 

 

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Gabinha do Estrela do Pari

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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Av. Carlos de Campos

 

 

 

 

 

 

 

 

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Dr Eder, delegado titular do 12º DP Pari

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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Marlene Cigana brincava de amarelinha na Praça Padre Bento

 

 

 

 

 

 

 

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Família Tempone

 

 

 

 

 

 

 

 

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Rua Rio Bonito divide o Pari com o Brás

 

 

 

 

 

 

 

 

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Av. Vautier

 

 

 

 

 

 

 

 

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Pari na década de 60. Prédio à direita da Confiança

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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Pátio do Pari

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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Aqui era o campo do Serra Morena (Arquivo de Domingos Curci Sobrinho, tirado do blog do Jaime, “Histórias do Pari”)

 

 

 
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