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Aeroporto de Congonhas - Joaquim Cavalcanti de Oliveira Lima Neto PDF
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30-Mai-2008

Nos anos 40, a região do Aeroporto de Congonhas era um brejo. Eu me lembro de desembarcar lá com minha mãe, vindo de Araçatuba, num avião da companhia Cruzeiro do Sul, empresa que substituiu o Sindicato Condor. Esta última companhia fez a primeira viagem comercial do Brasil em 1927, num hidroavião, entre o Rio de Janeiro e a cidade de Santos. Meu pai estava naquele avião e, portanto, pode ser considerado um dos pioneiros da aviação.

Perto do Aeroporto de Congonhas, morava tia Lídia, mãe da Gininha, casada com o arquiteto Paulo Mendes da Rocha, que venceu duas bienais internacionais (São Paulo e Tóquio) com o projeto do Clube Atlético Paulistano.

Lembro ainda que, nesta época da minha infância, transcorria a Segunda Guerra Mundial. Havia racionamento de açúcar, que era de beterraba. As fábricas apitavam e o sino das igrejas estava sempre preparado para tocar, caso houvesse um eventual ataque das tropas alemãs.

Já, nos anos dourados do Quarto Centenário da cidade de São Paulo, houve a chuva de prata, o Festival de Cinema Internacional e as inaugurações do Cine Marrocos, do Hotel Jaraguá e do Parque do Ibirapuera. Neste tempo, o Aeroporto de Congonhas vivia um momento de grande glamour, juntamente com Aeroporto Santos Dumont, localizado no Rio de Janeiro, Capital Federal do Brasil à época.

Em Congonhas, eu costumava tomar café de madrugada depois de ir aos bailes de carnaval do Clube Arakan, cujo presidente era o Sinésio. Eu sempre estava acompanhado de minha namorada Sônia Mara e da Klari Banfi, que depois se tornou médica legista.

Ela, recentemente, participou das necropsias do último acidente de avião, da empresa TAM, que lamentavelmente ocorreu no meu querido Aeroporto de Congonhas.

Acredito que, mesmo após este doloroso desastre que ceifou a vida de quase duzentas pessoas, não justifica o fechamento deste aeroporto que é fundamental à aviação comercial do Brasil.

Estou certo que as autoridades brasileiras não irão cometer esta loucura de acabar com o charmoso Aeroporto de Congonhas, que deveria ser tombado pelo patrimônio histórico da União e é orgulho dos paulistanos.

 

Joaquim Cavalcanti de Oliveira Lima Neto é advogado, escritor e diretor fundador do Museu do Brás.

 
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