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Dilemas do relacionamento: a chantagem emocional PDF
Classificação: / 2
FracoBom 
25-Abr-2011
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* Marisa Moura Verdade

Suas crianças já fizeram birra diante de um não?  Um colega de trabalho já insistiu para você incluir no seu cartão de crédito uma compra dele, prometendo pagar assim que recebesse, mesmo você dizendo que seu limite estava quase estourando? Você esqueceu o aniversário de namoro e ela, em prantos, afirma não se sentir amada? Se sua resposta for sim, você conhece o poder da chantagem emocional. Chantagistas emocionais atuam de diferentes maneiras: ameaçam terminar a relação diante da oposição aos seus desejos; ignoram sentimentos e necessidades dos parceiros e familiares; deprimem ou se comportando de modo autodestrutivo caso resistam aos seus caprichos... Somos vítimas da chantagem psicológica sempre que nos sentimos mal ao compactuar com as exigências do outro, contrariando valores e interesses pessoais.

Ao concordar sucessivamente com a vontade de alguém, descuidando de necessidades e interesses próprios, somos coniventes com um tipo de exploração sentimental. Somos parceiros de um jogo de poder psicológico. Pessoas íntegras sabem o quanto faz mal ignorar projetos e desejos individuais, priorizando as exigências do outro. É diferente de ceder de vez em quando para ver um sorriso na face de quem amamos. Não há sintonia amorosa nas chantagens afetivas. Reciprocidade é essencial para um relacionamento psiquicamente saudável. Abrir mão de alguma coisa em nome de sentimentos que só promovem bem-estar ao outro não é nada bom. Nesses casos, quem cede só o faz por culpa, ensina o psiquiatra Flávio Gikovate. Estratégias da chantagem psicológica apelam ao registro emocional e recusam a argumentação racional.

Chantagistas do afeto são pessoas emocionalmente infantilizadas, atuam sem críticas ao seu egoísmo, são superficiais na avaliação das necessidades dos entes queridos.  Esse perfil psicológico reflete o empobrecimento da reflexão ética e uma sensibilidade aguçada para identificar pontos fracos das personalidades, o que facilita atribuir culpas e responsabilidades falsificadas, impondo a própria vontade aos demais. Com o tempo, o relacionamento se torna artificial, prisioneiro das regras definidas por um dos parceiros. O amor que une os “jogadores” sufoca nas armadilhas da chantagem emocional. Quem depende muito da aprovação social, quem ignora carências afetivas e não identifica baixas na autoestima é presa fácil da chantagem emocional. A saída dessa arapuca depende de reestruturação emocional, implicando mudanças na forma de pensar sobre si mesmo e sobre o outro. É indispensável aprender a dizer não aos abusos e recuperar o amor próprio. Da próxima vez que alguém tentar fazer com que você se sinta mal, experimente perguntar-se: “Como essa pessoa espera que eu me sinta?” E, partindo da sua resposta, escolha se permitirá que o sentimento que lhe atribuem se instale em seu interior.  Sobretudo, preste muita atenção nas culpas...

Marisa Moura Verdade é Mestra em Educação Ambiental, Doutora em Psicologia do Desenvolvimento Humano e Especializada em Psico-Oncologia.

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