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Em pleno Dia do Trabalho, o União dos Operários Futebol Clube do Belenzinho comemorou seus 95 anos de história. A festa foi regada a churrasco, bebidas e quetais e foi marcada pelo encontro de ilustres ex-atletas, ex-presidentes do clube e associados, além dos ídolos Vampeta, Ademir da Guia e Lima (ex-Santos F.C). Fundado em 1/05/1917, o Operários é presidido hoje por Ubirajara Amanso da Silva, o popular Bira, que tem seu nome cravado no estádio do clube, desde a gestão do então presidente Carlos Antonio Vinha. Em entrevista ao Jornal do Brás, Bira disse que a homenagem é um agradecimento pelo que fez ao Operários. Antes de ser eleito agora para o mandato de dois anos, Bira já havia sido presidente durante quatro anos e ainda presidente do Conselho por mais quatro. Suas perspectivas são fazer uma boa e marcante administração, com muito trabalho para que o clube cresça ainda mais. “Força e vontade não faltam para isso”, acrescentou Bira. Em breve o campo do Operários ganhará iluminação, destacou. Outros planos são a reforma do clube, com a troca do alambrado, e ainda, um novo campo de futebol society de areia. “Vamos trabalhar com afinco para não desapontar os 200 associados”, prometeu.
 Padre Darci da Igreja Candelária oficiou a missa comemorativa na abertura da festa 
Duílio, Nestor, Renato e D. Araci que é filha de Manoel Lorenzo, hastearam as bandeiras 
Bira promete muitas inovações 
Ademir da Guia e João 
Vanderley, Lima e Miltinho da Art Pesca Atleta mais antigoEstefan Kozak, mais conhecido como Pichu, tem 77 anos bem vividos e contou que foi atleta do Operários, do Nova Neuza e do Flamenguinho. “Tive uma história futebolística muito boa aqui. Joguei nas 11 posições”, lembrou ele, cujo pai atuou pela Seleção da Hungria.
 Pichu, grande nome da várzea do passado 
Pichu (centro), filho Pichuzinho, vereador Wadih Mutran, Kalu e Gilmar 
Bira, Ademir da Guia e deputado Itamar Borges Sócio número 1
Renato Carozzi, de 75 anos, tem orgulho de ser o sócio número um do Operários. Segundo ele, os fundadores do Operários são Roque Dotti, José Dotti, Leto Caruzo, Américo Lasabia, Chico Hortelão e Manoel Lorenzo. O União dos Operários foi fundado na rua Marcos Arruda com a Jequitinhonha, esquina com a Praça Catumbi (General Humberto de Souza Mello). A fundação ocorreu, de acordo com Renato, em cima de um ventilador de rua. “Eles conversavam sobre futebol, sentados no ventilador”, lembrou ele. Havia ainda por perto um bebedouro de cavalos, acrescentou. Um dos fundadores, Manoel Lorenzo, tinha uma mercearia que vendia alfafa e milho. Renato, que carregava sacos de chuteira, nunca quis ser presidente. A mãe dele, Firmina, lavava roupas no clube. Ele se recordou ainda que o primeiro campo do Operários ficava na Praça Catumbi. Renato, seus irmãos, o amigo Nestor Dante (sócio número 11), e os irmãos Moacir, Nestor e Alexandre Dotti são os últimos remanescentes do Operários.

Eis o Divino, numa entrevista com o ardoroso palmeirense Eduardo Martellotta, do Jornal do Brás. Ademir compara a seleção de seu tempo e a de agora. Na próxima edição. 
Neusa da Administração e Anderson 
Bira, Miltinho e Vampeta
O filho do primeiro presidente Moacir Dotti, que irá completar 81 anos em julho, é filho do primeiro presidente, Roque Dotti, na época com 18 anos. Moacir foi presidente do Operários durante 17 anos. Ele havia assumido em 1962 no lugar de João Damiani, que, segundo Moacir, havia deixado o Operários em total abandono. “Minha família construiu tudo isso aqui”, orgulha-se. “Havia uma lagoa de nove metros de profundidade. O clube ia até uma estrada da Guilherme Cotching. Depois que o Jânio Quadros fez o trevo, fomos obrigados a recuar”, lembrou Moacir. Para ele, o fundador legítimo do Operários é Leto Caruzo. O nome União dos Operários originou-se porque seus fundadores eram comunistas. O então prefeito Prestes Maia doou o terreno da Praça Catumbi ao Operários em 1962, e o campo ficou por lá durante mais 23 anos, até ir para o atual endereço, recordou Moacir, nascido no próprio campo na Praça Catumbi. “Todo domingo tinha cerveja e lanche para os jogadores, tudo pago por nós”.
 Moacir Dotti contou tim-tim por tim-tim a história do Operários 
Ivete, William, Val, Nenê e Damião, são da cantina 
Tec Tec, Lima, Marquinho, Dado e Taquá 
Romeu Mergulhão, um reencontro após quase 20 anos sem se verem, dos tempos do truco na Wotan 
Ailton é meio coringa no clube. Uma hora na recepção e agora no churrasco 
Dr Osmario e Muna Zeyn, chefe de gabinete da deputada Luiza Erundina
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